Mulheres e um bebê enrolado em cobertores aguardam por ônibus em dia de frio intenso em La Paz
Foto: AP
A onda de frio que atinge países da América do Sul já matou dezenas de pessoas em vários países e vem causando enormes prejuízos, segundo jornais locais. Além do Brasil, Bolívia, Argentina, Peru, Chile, Paraguai e Uruguai já registraram mortes. A Bolívia, país mais pobre da região, é o que contabiliza a maior quantidade de mortos por hipotermia nas últimas semanas, pelo menos 23.
A maioria dos mortos bolivianos são indigentes do Departamento (Estado) de Santa Cruz (leste do país), atingida por uma incomum onda de frio polar. No Peru, o governo afirma que 104 pessoas morreram nas últimas semanas de problemas em decorrência do frio, como casos de pneumonia e outras doenças respiratórias, embora os relatos não digam com precisão quantas pessoas foram mortas por hipotermia.
Na Argentina, no mesmo período, 13 pessoas morreram de hipotermia e outras 33 por intoxicação por monóxido de carbono, devido ao uso de aquecedores em mau estado. O Paraguai registrou cinco mortes e Uruguai e Chile duas cada, todas causadas por hipotermia. Meteorologistas dizem que a onda de frio pode permanecer na região até o início de agosto.
Gado
Além das mortes, o frio vem causando prejuízos econômicos aos países afetados. Milhares de cabeças de gado morreram no Brasil e no Paraguai. O Chile decretou emergência agrícola em três províncias do sul do país. A medida permite ao governo manejar mais rapidamente verbas para atender a população e os agricultores afetados.
Os termômetros chegaram a -15ºC em algumas áreas. Povoados cobertos de neve ficaram isolados. O mau tempo também levou ao cancelamento de vários voos no aeroporto Jorge Newbery, na capital argentina, Buenos Aires.

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