"A evolução surge com a experiência", disse Blair ao historiador Timothy Garton Ash, na entrevista publicada pelo jornal The Guardian. "É possível montar uma agenda internacional mais consensual, mais multilateral que a anterior."
Segundo Blair, o processo de aprendizado, iniciado com a guerra contra o Afeganistão, mostrou a Bush ¿ que toma posse para seu segundo mandato nesta quinta-feira ¿ a importância de usar outras medidas, além da força bruta, para fazer do mundo um lugar mais seguro.
"Ao final, podemos adotar medidas militares e de segurança contra o terrorismo, mas as maiores chances de coexistência pacífica estão na disseminação da democracia e dos direitos humanos". Blair, que deu apoio incondicional a Bush nas guerras contra o Afeganistão e o Iraque, foi criticado dentro da Grã-Bretanha por não conseguir apoio do governo norte-americano para suas metas no campo internacional.
A Grã-Bretanha assumiu a liderança do G8 (grupo das sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) neste ano e Blair deseja avançar em assuntos como o perdão das dívidas de países africanos e o corte nas emissões de gases que causam o efeito estufa.
O dirigente espera que Bush mude de opinião a respeito do Protocolo de Kyoto, que impõe cotas de emissão desses gases com o objetivo de conter o aquecimento da Terra.
Blair também parece ter minimizado as chances de os EUA invadirem o Irã. A Grã-Bretanha, a França e a Alemanha tentam convencer o governo iraniano a abrir mão de seus programas nucleares, que segundo o país islâmico visam apenas à produção de energia elétrica. Os EUA acusam o Irã de tentar obter armas atômicas.

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