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 Chávez fala em controlar quase metade das ações da Globovisión
20 de julho de 2010 17h41 atualizado às 21h13

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, falou nesta terça-feira em assumir o controle de quase metade das ações da emissora privada de televisão Globovisión, já que um de seus acionistas está foragido da Justiça e outro faleceu. "Junte 28,5%, mais 20% e dá 48,5% da Globovisión, compadre", declarou Chávez ao destacar que "ninguém poderá dizer" que seu Governo está "expropriando" a emissora, uma das mais críticas a sua gestão.

"Não, não, não. Não estamos expropriando, estaremos nos incorporando ao negócio", ressaltou o presidente venezuelano em um discurso televisionado. O governante antecipou que sua estimativa provocará "coceira" na oposição, "mas é a lei", lembrou.

A parcela de 28,5% das ações da Globovisión pertence a empresas do empresário e banqueiro Nelson Mezerhane, chamado por Chávez de "ladrão" e dono do Banco Federal, que sofreu intervenção do governo. Segundo Chávez, os 20% da emissora aos quais se referiu eram controlados por "um senhor de sobrenome Tenorio que infelizmente faleceu".

O presidente venezuelano lembrou que a lei do país aponta que empresas criadas para administrar a concessão de ondas eletromagnéticas operam algo que "é propriedade do Estado", que neste caso "recuperará essa concessão e verá para quem será outorgada". Com 28,5% das ações da Globovisión, a junta interventora do Banco Federal "é obrigada a designar um representante na junta diretora de Globovisión", disse Chávez.

"Não toca a mim nomeá-los, mas posso recomendar", declarou, para em seguida citar os comunicadores Mario Silva e Alberto Noria, que apresentam programas no canal estatal VTV. Em 14 de junho, dia da intervenção no Banco Federal por causa de problemas de liquidez, Mezerhane declarou à Globovisión que estava em Miami (Estados Unidos). Pouco depois, foi ditada uma ordem de captura internacional contra ele.

Outro dos donos da Globovisión, Guillermo Zuloaga, também foi declarado foragido da Justiça e está nos EUA. Ele é acusado dos crimes de "usura genérica" e formação de quadrilha.

EFE
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