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 BP: óleo para de vazar no Golfo após teste com novo dispositivo
15 de julho de 2010 16h47 atualizado às 19h32

Máquinas trabalham na ponta norte das Ilhas Chandeleur, na Louisiana. Foto: AP

Máquinas trabalham na ponta norte das Ilhas Chandeleur, na Louisiana
Foto: AP

A gigante britânica petroleira British Petroleum (BP) anunciou esta quinta-feira que conseguiu conter o vazamento de petróleo no Golfo do México pela primeira vez desde abril, com o fechamento de todas as válvulas do novo dispositivo colocado sobre o duto danificado, informou um alto funcionário da companhia.

"É bom ver que nenhum petróleo está sendo liberado no Golfo do México", disse o vice-presidente sênior da empresa, Kent Wells que, no entanto, alertou: "apenas estamos iniciando o teste" com o novo dispositivo.

Ele afirmou que o fluxo de petróleo foi interrompido quando a última das três válvulas do giganteso funil foi fechado por volta das 12h25 locais (16h25 de Brasília) desta quinta-feira, mas os engenheiros acompanham atentamente a operação para ver se o petróleo começa a vazar novamente.

Este é o maior passo já dado para conter a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos desde que a plataforma da BP naufragou, em 22 de abril, dois dias depois de uma grande explosão. "Estou muito contente em não ver o petróleo vazar para o Golfo do México", disse Wells.

O crucial "teste de integridade" do poço danificado, iniciado esta quinta-feira, "demorará pelo menos seis horas e poderia druar até 48 horas", anunciou a empresa em um comunicado. Previsto inicialmente para a terça-feira, o teste foi demorado pelo governo americano, que procurou afastar todos os riscos e deu a autorização para a sua realização, na quarta-feira.

Mas um contratempo voltou a atrasá-lo até a quinta-feira, depois que os engenheiros da BP detectaram uma fuga na tubulação durante os preparativos do teste, que foi reparado durante a noite. O teste de pressão, destinado a avaliar a resistência da boca do poço, que se espalha por 4 km abaixo do leito marinho, a 1,5 mil m de profundidade, inclui o fechamento das válvulas do funil de 75 t instalado na segunda-feira sobre o duto danificado, em substituição ao vazamento de um modelo precedente.

Uma leitura de alta pressão permitiria manter fechadas as três válvulas e selar o poço. Uma baixa presão, ao contrário, significaria que há uma perda em uma parte do revestimento do poço petroleiro. Se o poço não puder ser totalmente selado com o dispositivo, a BP planeja instalar o primeiro de dois poços de emergência para conter definitivamente o vazamento.

"Seria uma ótima notícia se pudéssemos fechar o poço", disse, cauteloso, o almirante Thad Allen, supervisor do governo americano para os trabalhos de contenção do vazamento, ao anunciar na quarta-feira a autorização para os testes. "Não quero alimentar esperanças de que poderemos fechar o poço até que tenhamos os dados empíricos que precisamos", acrescentou.

A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia que o naufrágio da Deepwater Horizon, em 22 de abril, tenha provocado um vazamento de 2,3 a 4,5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México até agora.

Com informações das agências AFP e Reuters

Redação Terra