A British Petroleum interrompeu o principal fluxo de petróleo de uma nova tampa de contenção instalada sobre seu poço danificado no Golfo do México nesta quarta-feira, dando início a um teste de pressão crucial, disse um executivo da companhia. O vice-presidente sênior de exploração e produção da BP, Kent Wells, disse que o teste final só acontecerá quando todo o fluxo for suspenso para que os cientistas possam medir com precisão a pressão no poço.
A BP já fechou a principal válvula no meio da tampa "e não temos mais o fluxo fora da tampa", disse Wells. A ação aconteceu depois que o contra-almirante da reserva da Guarda Costeira, Thad Allen, responsável pela supervisão dos esforços de limpeza, emitiu uma decisão aprovando o teste, que foi atrasado em 24 horas para verificar se realmente poderia conter o vazamento que dura quase três meses.
"Vamos soltar uma ordem à BP para realizar o teste de integridade do poço, mas lhes demos algumas orientações adicionais. Fizemos isso para assegurar que eles estão tomando o devido cuidado (...), para assegurarmos de que não façamos qualquer dano irreversível no buraco do poço." Horas antes, Doug Suttles, diretor-operacional da BP para exploração e produção, disse à CNN que a empresa e cientistas do governo dos EUA decidiram na tarde de terça-feira adiar o teste em 24 horas, temendo que ele agravasse o dano no poço e intensificasse o vazamento de gás e petróleo pelas laterais.
O teste, que vai durar de 6 a 48 horas, exige a interrupção total do vazamento, a fim de avaliar a pressão interna. Não se sabe se a explosão do poço em 20 de abril danificou o seu revestimento, o que permitiria que gás e petróleo vazem pelo solo. Allen disse na quarta-feira que dados sísmicos coletados na véspera "removem a possibilidade de um evento negativo" - o vazamento dos hidrocarbonetos pelo leito marinho.
Allen disse que ainda neste mês um quarto navio será mobilizado para coletar esse petróleo. Mesmo que a nova tampa contenha o vazamento, as embarcações ficarão a postos para recolher o material que eventualmente vaze pelas laterais.
Nansen Saleri, ex-executivo da empresa saudita Aramco, maior empresa mundial de petróleo, disse na quarta-feira que a BP deveria desistir do teste e continuar coletando o petróleo enquanto é escavado um poço auxiliar que resolverá definitivamente o problema, o que só deve ocorrer em meados de agosto. "Eles já têm um remédio relativamente robusto em operação. É uma opção segura", afirmou ele.
Com informações de agências internacionais
- Redação Terra

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