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 EUA: lenda na internet, "bandido descalço" depõe em tribunal
14 de julho de 2010 17h02 atualizado às 17h45

De tênis, Colton Harris-Moore, o bandido descalço, é escoltado por policiais de Bahamas e a tribunal em Nassau na terça-feira. Foto: AP

De tênis, Colton Harris-Moore, o "bandido descalço", é escoltado por policiais de Bahamas e a tribunal em Nassau na terça-feira
Foto: AP

Acusado de roubo de carros, cartões de crédito, iates e até pequenos aviões, o jovem americano que andava descalço e fugiu da polícia por mais de dois anos se apresentou esta quarta-feira a uma corte de Miami, após ser capturado nas Bahamas e extraditado.

Colton Harris-Moore, 19 anos, foi detido nas Bahamas no fim de semana passado, sete dias depois de a polícia encontrar o avião particular que ele roubou nos Estados Unidos para fugir.

O rapaz foi extraditado para os Estados Unidos na terça-feira, está sob custódia em um centro de detenção de Miami e se apresentou a uma corte federal na tarde desta quarta-feira, onde um juiz leu seus direitos e perguntou se tinha um advogado constituído para defendê-lo.

"Minha mãe me disse que tenho um advogado, mas tenho que falar com ela", respondeu o jovem, que disse não se lembrar do nome de seu representante legal.

O juiz o intimou para uma nova audiência na sexta-feira.

Desta vez, Colton não apareceu descalço, como costuma fazer. Usava sandálias plásticas de presidiário, meias brancas e vestia o macacão marrom dos presos. Tinha as mãos algemadas, uma corrente presa à cintura e outra aos pés.

Considerado por muitos o novo "Billy the Kid" e transformado em quase ídolo na internet, onde ganhou o apelido de "Barefoot Bandit" (bandido descalço), Harris Moore tem antecedentes criminais desde os 12 anos.

Sua lenda cresceu quando roubou um jato particular e o derrubou em 2009 em Cascade Mountains, ao leste de Seattle (noroeste dos EUA).

O rapaz já era conhecido da polícia pelo envolvimento no roubo de outros jatinhos e de uma longa série de atos criminosos. Mas em 2008, as autoridades perderam seu rastro.

Vídeos sobre o jovem e canções baseadas em suas façanhas surgiram no Youtube, no Facebook e em outras redes sociais na internet, onde comunidades de seguidores foram criadas em sua homenagem.

"Disse a ele que deveria pedir um trabalho na CIA", contou esta quarta-feira à emissora americana ABC Monique Gomez, que foi sua advogada nas Bahamas. "Ele me disse que se deixassem, seria capaz de pegar o Bin Laden", acrescentou.

AFP
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