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 Dissidente cubano diz que libertação é decisão unilateral
14 de julho de 2010 14h40 atualizado às 15h11

O dissidente cubano Raúl Rivero assegurou hoje que a libertação de presos políticos é "uma decisão unilateral" do Governo de Cuba que não teve influência pelas conversas do Executivo espanhol nem da Igreja Católica.

Em declarações à agência EFE após discursar em uma conferência na Universidad Internacional Menéndez Pelayo da cidade de Santander (norte), Rivero defendeu que o compromisso do Governo de Raúl Castro de libertar 52 presos políticos em quatro meses não representa "nenhuma mudança".

"É mudar para não mudar e manter-se ali para passar uma imagem que atenua o ambiente", assinalou.

Rivero assegurou que "até a alteração das leis e do Código Penal que permitem prisões simplesmente porque emitirem opinião, nada terá mudado", e lembrou que em 1999, Cuba já libertou centenas de presos de consciência.

Para o dissidente cubano, tanto os representantes da Igreja quanto o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, "acompanharam" o processo de libertação, algo que se deve "agradecer", mas não influíram na decisão final.

A decisão do regime castrista se deve só à pressão pela crise econômica que afeta o país e ao "assédio" ao que se vê submetido "pela morte de (Orlando) Zapata, a greve de fome de (Guillermo) Fariñas, a atitude das Damas de Branco na rua e a posição dos presos".

EFE
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