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 Oposição diz que ao menos 10 presos não querem deixar Cuba
14 de julho de 2010 13h43 atualizado às 13h53

Pelo menos dez presos políticos não querem deixar Cuba quando forem libertados dentro do processo com o qual se comprometeu o governo de Raúl Castro de soltar 52 opositores, disseram nesta quarta-feira à agência EFE fontes da dissidência interna.

Desses dez presos, quatro já transmitiram sua vontade ao cardeal Jaime Ortega - máxima autoridade católica da ilha - quando ele ligou para os opositores para saber se gostariam de viajar para a Espanha depois de serem libertados, afirmou Elizardo Sánchez, porta-voz da opositora Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN).

Trata-se de Pedro Argüelles, Eduardo Díaz Fleitas, Regis Iglesias e Arnaldo Ramos, de acordo com os dados fornecidos pela CCDHRN.

A Igreja Católica não confirmou a informação e, até o momento, seu papel como porta-voz do processo de libertações é divulgar o nome dos presos que viajarão para a Espanha.

Além destes quatro presos, pelo menos outros seis, que ainda não receberam a ligação de Ortega, já anteciparam seu desejo de ficar no país quando forem libertados.

Entre eles está Óscar Elías Biscet, médico de profissão e presidente da Fundação Lawton de Direitos Humanos.

O porta-voz da CCDHRN acredita que os prisioneiros que se recusarem a viajar para a Espanha voltarão a suas casas em Cuba quando forem libertados.

EFE
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