O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira, após os atentados de Uganda, que grupos como a Al-Qaeda e os rebeldes somalis shebab não valorizam a vida africana e veem a África como um lugar para realizar "batalhas ideológicas que matam inocentes".
Obama, que tem origens africanas, mencionou as motivações destes grupos em uma entrevista ao canal South African Broadcasting Corporation, que deve ser divulgada nesta quarta-feira.
"O que percebemos em algumas das declarações feitas por estas organizações terroristas é que não consideram a vida africana valiosa", disse Obama na entrevista.
"Veem (a África) como um lugar para travar batalhas ideológicas que matam inocentes visando sua tática a curto prazo, sem considerar as consequências a longo prazo", afirmou o presidente americano.
No domingo passado, dois atentados em Campala mataram 74 pessoas que assistiam à final da Copa do Mundo de futebol. Os ataques foram reivindicados pelas milícias somalis shebab, ligadas à Al-Qaeda, em represália à presença de tropas de Uganda na força de paz da União Africana na Somália (AMISOM).

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