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 Fariñas: aparição de Fidel foi gesto "indireto de clemência"
13 de julho de 2010 18h20 atualizado às 18h34

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, que se recupera de uma greve de fome de 135 dias, disse nesta terça-feira que o aparecimento de Fidel Castro na televisão representou uma espécie de "aval" à libertação de 52 presos políticos que, ao mesmo tempo, interpretou como um "gesto de clemência" do governo.

O aparecimento de Fidel Castro "foi um aval indireto ao que está ocorrendo com nossos presos e às negociações mantidas com a União Europeia e a Igreja Católica", disse Fariñas que, depois do anúncio oficial de libertação dos presos políticos pôs fim à greve de fome. "É importantíssimo, essencial, que Fidel tenha reaparecido lúcido, consciente, para que os mais radicais dentro do regime não possam acusar o governo de Raúl Castro e aos que querem mudanças de traidores do líder", estimou.

Também foi "maneira de desviar a atenção da opinião pública nacional e internacional", de mostrar a seus seguidores que "o Comandante está aqui", estimou. "Indiscutivelmente, o governo fez um gesto de clemência para com seus opositores e, acredito, deverá continuar fazendo", declarou Fariñas por telefone, do hospital da cidade de Santa Clara (centro), ao referir-se a 115 presos políticos que ainda estão nos cárceres cubanos.

Em relação à própria saúde, Fariñas explicou que já começou a ingerir líquidos, embora seu estado ainda seja "muito grave" devido a um coágulo alojado na jugular. "Estou bebendo água, sucos naturais, gelatina e caldos de frango quente", comentou com voz clara e animada.

AFP
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  1. Dissidente cubano Alfredo Pulido Lopez acena para o público após chegar a hotel em Madri

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  2. O ex-preso político Manuel Ubals Gonzalez (centro) é recebido por familiares na capital espanhola

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  3. Ricardo Silva, libertado na última semana pelo governo cubano, chega ao hotel em Alcorcón

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  4. Da esquerda para a direita, Julio César Gálvez, Ricardo González, José Luis García Paneque e Lester González relatam tempo em que ficaram aprisionados em Cuba

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  5. Cubano faz sinal da liberdade, em Madri

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  6. Lester González mostra passaporte que estava retido pelo governo cubano

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  7. Normando Hernández (dir.) abraça Omar Rodríguez após chegarem a Madri

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  8. Normando Hernández reencontra sua mãe, Blanca González, e sua filha, Daniela

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  9. Prisioneiros cubanos libertados posam para fotos em Madri, capital espanhola

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  10. O dissidente cubano Jose Luis Garcia faz o sinal da vitória na chegada a Madri

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  11. Cubano abraça parente assim que chega a capital espanhola

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  12. Dissidentes cubanos do governo castrista fazem sinal da vitória, após extradição para Madri

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  13. O primeiro grupo de sete presos políticos cubanos libertados pelo regime castrista chegou nesta terça-feira a Madri

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  14. Os sete presos libertados, os primeiros dentre 20 que comunicaram seu desejo de vir à Espanha, viajaram para Madri na companhia de seus familiares

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