O dissidente cubano Guillermo Fariñas, que se recupera de uma greve de fome de 135 dias, disse nesta terça-feira que o aparecimento de Fidel Castro na televisão representou uma espécie de "aval" à libertação de 52 presos políticos que, ao mesmo tempo, interpretou como um "gesto de clemência" do governo.
O aparecimento de Fidel Castro "foi um aval indireto ao que está ocorrendo com nossos presos e às negociações mantidas com a União Europeia e a Igreja Católica", disse Fariñas que, depois do anúncio oficial de libertação dos presos políticos pôs fim à greve de fome. "É importantíssimo, essencial, que Fidel tenha reaparecido lúcido, consciente, para que os mais radicais dentro do regime não possam acusar o governo de Raúl Castro e aos que querem mudanças de traidores do líder", estimou.
Também foi "maneira de desviar a atenção da opinião pública nacional e internacional", de mostrar a seus seguidores que "o Comandante está aqui", estimou. "Indiscutivelmente, o governo fez um gesto de clemência para com seus opositores e, acredito, deverá continuar fazendo", declarou Fariñas por telefone, do hospital da cidade de Santa Clara (centro), ao referir-se a 115 presos políticos que ainda estão nos cárceres cubanos.
Em relação à própria saúde, Fariñas explicou que já começou a ingerir líquidos, embora seu estado ainda seja "muito grave" devido a um coágulo alojado na jugular. "Estou bebendo água, sucos naturais, gelatina e caldos de frango quente", comentou com voz clara e animada.

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Foto: EFE 











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