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 Mortos nos atentados terroristas em Campala chegam a 74
12 de julho de 2010 16h41 atualizado às 17h17

O número de mortos nos atentados perpetrados ontem à noite em Campala passou para 74, confirmou nesta segunda-feira o governo de Uganda, que decretou uma semana de luto nacional.

As mortes foram causadas por uma série de bombas que explodiu entre pessoas que assistiam à final da Copa pela televisão.

O número oficial de vítimas foi confirmado pelo ministro de Interior ugandense, Matia Kasaija, depois que mais de uma dezena de pessoas que foram hospitalizadas na capital morreram em função dos ferimentos.

As bombas foram explodidas em um clube de rugby e em um restaurante de comida etíope, onde as pessoas estavam reunidas para acompanhar a final da Copa entra a Espanha e a Holanda em telões.

O presidente de Uganda, Youeri Museveni, visitou os locais dos ataques, o Clube de rugby Kyadodondo, em Lugogo e o Restaurante e Bar Villa Etiópia, no subúrbio Kabalagala, assim como o hospital Mulago, onde a maior parte dos feridos foi internada.

"Uganda não se dobrará perante estes ataques covardes", afirmou Museveni. "Por que atacaram torcedores de futebol que assistiam a um jogo? (...) se queriam atacar alguém que tivessem atacado o Exército", acrescentou.

A milícia muçulmanda somali Al Shabab, vinculada à Al Qaeda, é a principal suspeita dos atentados, mas sua autoria não foi confirmada pois há versões contraditórias entre os próprios porta-vozes do grupo. Alguns atribuem os ataques ao grupo, enquanto outros apesar de comemorar negam a sua participação.

"Não falarei quem é responsável, mas posso dizer que estou ''caminhando nas nuvens'' de alegria e que o próximo ponto sangrento será Bujumbura (a capital do Burundi)", disse por telefone à Agência Efe um dos líderes militares máximos da Shabab, Sheikh Yousef Hagi Essa Ahmed, conhecido também como "Kabakudukade".

Uganda e Burundi forneceram tropas à Missão da União Africana na Somália (AMISOM) em apoio do Governo Federal de Transição (FTG) somali, que conta com o respaldo da comunidade internacional e que a milícia tenta derrubar.

Museveni não se referiu diretamente a qual será sua decisão política acerca da continuação do desdobramento militar ugandense na Somália, mas vários ministros de seu gabinete declararam que as tropas do país continuarão apoiando "o esforço de paz" na região.

Por sua vez, o chefe da Polícia de Uganda, Kale Kayihura, assinalou em entrevista coletiva que as medidas de segurança foram reforçadas em todo o país e divulgou um guia de precauções para a população em geral e os operadores de lugares públicos em particular.

Segundo Kayihura, entre os mortos há um americano, um irlandês, um asiático e 11 etíopes ou eritreus, enquanto 34 vítimas ficaram muito mutiladas e ainda não foram identificadas. O restante são cidadãos ugandenses.

EFE
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