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 BP deve colocar nova tampa em poço danificado no Golfo do México
12 de julho de 2010 16h05 atualizado às 17h07

Barcos são utilizados para tentar limpar o óleo da água, perto de Cocodrie, na Louisiana. Foto: EFE

Barcos são utilizados para tentar limpar o óleo da água, perto de Cocodrie, na Louisiana
Foto: EFE

A British Petroleum informou que espera fixar nesta segunda-feira uma nova tampa de contenção no poço de petróleo que está vazando no Golfo do México e, com isso, pretende triplicar a quantidade de óleo a ser removido. "Estamos com a tampa bem próxima do local e ela deverá ser colocada no fim do dia", disse o encarregado da chefia das operações da BP, Doug Suttles, em um balanço para a imprensa.

"Pode bem levar todo o dia para ser concluído." Suttles afirmou que assim que a nova tampa, que é maior, estiver instalada, a BP vai desativar dois navios que estão retirando óleo do local do vazamento - um dos quais deve começar os trabalhos nesta segunda-feira - para monitorar a pressão e checar as condições do poço avariado.

Esses testes podem durar 48 horas ou mais, disse ele. Se a tampa funcionar como o previsto, todo o óleo bruto será contido e "não haverá novo fluxo", explicou Suttles. "Dependendo dos resultados, ou continuaremos a conter o fluxo de óleo enquanto esperamos pelo poço auxiliar ou poderemos interromper o fluxo", disse ele, salientando que mesmo que a tampa possa sustar o fluxo a 1,6 mil m sob a superfície, a BP ainda vai terminar o poço auxiliar, em profundidades ainda maiores.

O primeiro dos dois poços auxiliares, cuja construção começou em 2 de maio, está a 58 m do ponto de interceptação do poço danificado, situado a 3.960 m sob o leito marítimo, afirmou Suttles. Embora o poço auxiliar possa interceptar o que está avariado até o fim de julho, a BP diz que mantém a meta de estancar o vazamento até meados de agosto.

Se o poço auxiliar fracassar, a petrolífera britânica poderá instalar um novo sistema permanente de absorção do óleo até o fim de agosto ou início de setembro, afirmou o vice-presidente sênior de exploração e produção da empresa, Kent Wells, à comissão instituída pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para investigar o vazamento.

O navio de armazenamento Helix Producer iria começar a operar no domingo, mas surgiram problemas com dois sistemas durante testes, já resolvidos, segundo Suttles. Uma outra embarcação, o Q4000, coletou e queimou no domingo 8.235 barris de óleo derramado, disse ele.

Reuters
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