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 Golpe em Honduras: EUA acham acusação de Zelaya "ridícula"
02 de julho de 2010 22h23 atualizado às 22h50

O governo americano considerou nesta sexta-feira "ridícula" a acusação do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya de que Washington planejou o golpe de Estado que lhe derrubou em junho do ano passado, disse hoje o Departamento de Estado.

No dia 28 de junho, primeiro aniversário do golpe, Zelaya voltou a acusar o Comando Sul dos Estados Unidos por sua derrocada.

"Ridículo", disse Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado questionado pela imprensa sobre estas acusações e o possível papel do Departamento no golpe.

Para ele, desde o princípio os Estados Unidos apoiou a volta da ordem institucional a Honduras e tomou medidas cancelando as ajudas ao país para pressionar os golpistas.

Zelaya, que foi levado para fora do país e agora vive na República Dominicana, enviou uma carta aos hondurenhos no dia 28 de junho assegurando que o golpe de Estado foi planejado pelo Comando sul dos EUA, na base militar local de Palmerola.

"Tudo indica que o golpe foi planejado na base militar de Palmerola, pelo comando sul dos EUA, e executado torpemente por maus hondurenhos", disse Zelaya em sua mensagem, enviada por via eletrônica.

Acrescenta que "a um ano do golpe de Estado militar já se esclareceram as causas e os atores intelectuais desse crime que se mantinham ocultos" e se confirmou que "os Estados Unidos estiveram atrás do golpe de Estado".

"Os autores intelectuais deste crime obedecem a uma formação de quadrilha dos velhos Falcões de Washington com hondurenhos, proprietários de capitais e seus parceiros de subsidiárias norte-americanas e agências financeiras", acrescentou.

EFE
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