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 Farc advertem que não dialogarão com eventual governo de Santos
20 de junho de 2010 12h23 atualizado às 12h25

Santos é considerado o favorito na nova disputa, com mais de 65% das intenções de voto. Foto: Reuters

Santos é considerado o favorito na nova disputa, com mais de 65% das intenções de voto
Foto: Reuters

Um comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia advertiu que a guerrilha não irá dialogar com o futuro governo, caso o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos seja eleito à presidência neste domingo. As informações são da Agência Ansa.

"A Santos dizemos que se ele quer continuar a guerra com as Farc que faça, nós estamos preparados para o que ocorrer", declarou o comandante Duber, da VI Frente das Farc na região de Cauca.

A declaração, parte de uma entrevista à emissora árabe Al-Jazira, é divulgada no dia em que o país realiza o segundo turno das eleições presidenciais, disputado entre Santos - do Partido Social da Unidade Nacional - e Antanas Mockus, do opositor Partido Verde.

"Não vamos aceitar o diálogo com um governo que atue com guerra, que praticamente matou muita gente, quando ele Santos foi ministro da Defesa. Para matar guerrilheiros, matou a uma quantidade de civis que não tinha nada a ver com o conflito armado", indicou o líder das Farc.

Na conversa com a rede árabe, com a jornalista argentina Teresa Bo, à qual a Ansa teve acesso, Duber afirmou ainda que a guerrilha "não vai falar de diálogo com um presidente que causou tantos danos ao país".

Embora tenha feito a advertência sobre a eventual eleição de Santos, o comandante da guerrilha disse que os cidadãos colombianos "podem votar por quem quiserem", que o grupo não irá intervir na jornada.

Segundo ele, suas declarações constituem uma "forma de expressar às pessoas e à opinião pública e ao presidente Álvaro Uribe e às suas forças militares que as Farc ainda existimos" e "estamos mais fortalecidos do que nunca".

"Uribe diz que entregará a presidência livre da guerrilha, mas isso é falácia, a realidade é outra", continuou o guerrilheiro, que reiterou que o atual mandatário é "o inimigo número um" dos guerrilheiros.

Ainda referindo-se ao atual governo, Duber também fez duras críticas ao sistema de recompensas a ex-guerrilheiros. "O presidente Uribe oferece uma quantidade de dinheiro aos guerrilheiros que se entreguem, lhes dá milhões, um carro luxuoso, leva suas famílias ao exterior, mas por que não dá esse dinheiro às pessoas necessitadas, aos que passam fome nas ruas, por que não lhes oferece dinheiro?", questionou.

A fragilização das Farc, justamente na época em que Santos comandava o Ministério da Defesa (2006-2009), tem sido divulgada como um dos méritos do candidato. Durante a gestão de Uribe, que iniciou seu primeiro mandato em 2002, foi desarticulada parte da alta cúpula do grupo armado, com a morte de líderes como Raúl Reys, Iván Ríos e Tomás Molina Caracas.

Com 46,5% dos votos no primeiro turno, Santos é considerado o favorito na nova disputa, com mais de 65% das intenções de voto, segundo pesquisas divulgadas nas últimas semanas. A jornada eleitoral, iniciada às 8h locais (10h no horário de Brasília), terminará às 16h locais.

Redação Terra
  1. Manuel Santos é o novo presidente da Colômbia depois de conseguir 69,05% dos votos no segundo turno

    EFE
    Foto: EFE

  2. O presidente eleito no segundo turno das eleições presidenciais colombianas, Manuel Santos, faz o pronunciamento após vitória nas urnas

    EFE
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  3. Antanas Mockus reconhece a vitória de seu rival

    Foto: AP

  4. O candidato à presidência colombiano Antanas Mockus, do Partido Verde, se prepara para depositar seu voto em uma seção de Bogotá

    EFE
    Foto: EFE

  5. Álvaro Uribe vota na manhã de hoje no segundo turno das eleições que elegerão o seu sucessor

    Foto: AP

  6. O candidato presidencial Juan Manuel Santos faz sinal de vitória enquanto deposita seu voto para o segundo turno das eleições presidenciais em Bogotá

    Foto: AP

  7. O ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos discursa em Bogotá

    Reuters
    Foto: Reuters

  8. Soldados colombianos correm carregando em suas mãos cerca de 60 morteiros apreendidos em Cali. Segundo as autoridades, as armas pertenciam aos rebeldes das Farc e estavam destinados a serem usadas em ataques durante as eleições

    Reuters
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  9. Um soldado colombiano aponta uma metralhadora para uma estrada em Miranda. O exército controla diversos pontos do país para controlar ataques de rebeldes das Farc

    AFP
    Foto: AFP

  10. Um soldado monta guarda em um ponto em Miranda, sudoeste da Colômbia, durante o segundo turno das eleições presidenciais

    Foto: AP

  11. O ex-prefeito de Bogotá e representante do Partido Verde, Antanas Mockus, fala com a imprensa em Bogotá

    Reuters
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  12. Eleitor confere lista das seções eleitorais na Praça Bolivar, em Bogotá

    Reuters
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  13. Funcionário carrega urnas eleitorais em uam seção de Bogotá

    Foto: AP

  14. Peritos em explosivos desarmam artefato em Cali

    EFE
    Foto: EFE

  15. Amonal e pedaços de projéteis compunham os 25 kg de explosivos em Cali

    EFE
    Foto: EFE

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