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 EUA voltarão a fuzilar condenado à morte após 14 anos
17 de junho de 2010 23h23 atualizado em 18 de junho de 2010 às 00h49

Em missa na Catedral St Mark, em Salt Lake City, cidadãos oram e refletem a sentença de Gardner. Foto: AP

Em missa na Catedral St Mark, em Salt Lake City, cidadãos oram e refletem a sentença de Gardner
Foto: AP

Os Estados Unidos executarão nas próximas horas Ronnie Lee Gardner mediante os disparos de um pelotão de fuzilamento em Utah. O método ,escolhido pelo próprio preso, não é utilizado desde 1996 no país, segundo o periódico The Salt Lake Tribune.

A execução de Gardner, marcada para as 3h da manhã desta sexta (horário de Brasília) ficou definida na noite desta quinta quando a Corte Suprema negou uma moção apresentada pelos advogados do condenado para reconsideração do caso.

Pouco antes, um tribunal de apelações de Denver (no estado do Colorado) tinha negado o adiamento do castigo em decisão apoiada pelo governador do estado de Utah, Gary Herbert.

Fuzilamento
O fuzilamento foi retirado da lei do estado em 2004, mas Gardner foi sentenciado muitos anos antes. Em 1985, ele matou o advogado Michael Burdell quando tentou escapar durante uma audiência judicial na qual era acusado de roubo e homicídio.

Este será o terceiro fuzilamento na história dos EUA desde que a Corte Suprema voltou a prever a pena capital em 1976.

Os dois casos anteriores também foram em Utah, o único estado que manteve a possibilidade da escolha entre injeção letal e disparos até 2004. Nesse ano, Utah eliminou a lei pelas críticas e pelas expectativas e publicidade geradas por esse tipo de execução.

De acordo com seu advogado, Gardner o método por acreditar ser "mais humano". O último preso a ser executado por disparos, John Albert Taylor, decidiu morrer desta forma para envergonhar as autoridades.

Neste tipo de execução, o preso é sentado e amarrado em uma cadeira com um capuz e com uma marca no peito que servirá como um alvo para as cinco pessoas anônimas. Estas, identificadas como "agentes pacifistas", apertarão o gatilho.

Antes de escutar os disparos, o preso pode pronunciar suas últimas palavras. Ele é ouvido por cinco testemunhas, até cinco familiares das vítimas de seus crimes, dirigentes oficiais e nove jornalistas. Quatro redes televisivas de Utah transmitirão ao vivo a execução de Taylor.

O governo emitiu permissões para dois protestos de grupos opositores à pena de morte, no congresso do estado e perto da prisão, e haverá orações por sua morte na catedral da capital do estado, Salt Lake City.

Outros quatro presos dos dez que estão sentenciados à pena de morte neste estado também escolheram o fuzilamento para sua execução.

EFE
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