Em missa na Catedral St Mark, em Salt Lake City, cidadãos oram e refletem a sentença de Gardner
Foto: AP
Os Estados Unidos executarão nas próximas horas Ronnie Lee Gardner mediante os disparos de um pelotão de fuzilamento em Utah. O método ,escolhido pelo próprio preso, não é utilizado desde 1996 no país, segundo o periódico The Salt Lake Tribune.
A execução de Gardner, marcada para as 3h da manhã desta sexta (horário de Brasília) ficou definida na noite desta quinta quando a Corte Suprema negou uma moção apresentada pelos advogados do condenado para reconsideração do caso.
Pouco antes, um tribunal de apelações de Denver (no estado do Colorado) tinha negado o adiamento do castigo em decisão apoiada pelo governador do estado de Utah, Gary Herbert.
Fuzilamento
O fuzilamento foi retirado da lei do estado em 2004, mas Gardner foi sentenciado muitos anos antes. Em 1985, ele matou o advogado Michael Burdell quando tentou escapar durante uma audiência judicial na qual era acusado de roubo e homicídio.
Este será o terceiro fuzilamento na história dos EUA desde que a Corte Suprema voltou a prever a pena capital em 1976.
Os dois casos anteriores também foram em Utah, o único estado que manteve a possibilidade da escolha entre injeção letal e disparos até 2004. Nesse ano, Utah eliminou a lei pelas críticas e pelas expectativas e publicidade geradas por esse tipo de execução.
De acordo com seu advogado, Gardner o método por acreditar ser "mais humano". O último preso a ser executado por disparos, John Albert Taylor, decidiu morrer desta forma para envergonhar as autoridades.
Neste tipo de execução, o preso é sentado e amarrado em uma cadeira com um capuz e com uma marca no peito que servirá como um alvo para as cinco pessoas anônimas. Estas, identificadas como "agentes pacifistas", apertarão o gatilho.
Antes de escutar os disparos, o preso pode pronunciar suas últimas palavras. Ele é ouvido por cinco testemunhas, até cinco familiares das vítimas de seus crimes, dirigentes oficiais e nove jornalistas. Quatro redes televisivas de Utah transmitirão ao vivo a execução de Taylor.
O governo emitiu permissões para dois protestos de grupos opositores à pena de morte, no congresso do estado e perto da prisão, e haverá orações por sua morte na catedral da capital do estado, Salt Lake City.
Outros quatro presos dos dez que estão sentenciados à pena de morte neste estado também escolheram o fuzilamento para sua execução.

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