O empresário suíço Max Goldi, retido na Líbia há quase dois anos, deixou Trípoli nesta noite com destino à Tunísia, de onde viajará para Zurique, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas.
A saída do país de Goldi, após cumprir uma pena de quatro meses de prisão por "permanência ilegal" no país, ocorre depois de Líbia e Suíça acordassem um "plano de ação" para pôr fim à crise entre ambos, com a mediação da Espanha.
Goldi saiu de Trípoli em um voo regular com destino à Túnis e, da capital tunisiana, viajará com ministro de Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, e a chanceler suíça, Micheline Calmy-Rey, em um avião da Força Aérea espanhola com destino à cidade suíça de Zurique.
Os chefes da diplomacia espanhola e suíça, junto ao ministro de Exteriores líbio, Musa Kusa, anunciaram nesta tarde em Trípoli o acordo entre Líbia e Suíça. O documento prevê a ativação do acordo firmado em agosto passado entre as duas partes, acusado pelos líbios de não-cumprimento por parte da Suíça.
Além disso, se contempla a criação de um tribunal de arbitragem para resolver os litígios entre ambos os países integrado por três juízes: um líbio, outro suíço e um terceiro a ser eleito pelos dois países.
Suíça e Líbia se reunirão dentro de 15 dias em Madri para analisar o seguimento do plano de ação, junto a Espanha e Alemanha, que atuaram como mediadores na crise.
O líder da Líbia, Muammar Kadafi, critica a Suíça pela breve detenção de seu filho, Aníbal Kadafi, em Genebra, em julho de 2008, acusado de maus-tratos a seus empregados domésticos. Na ocasião, a Líbia imediatamente retirou grandes quantias de fundos dos bancos suíços e reteve em seu território os empresários suíços Max Goldi e Rachid Hamdani.
Hamdani foi absolvido e retornou à Suíça em fevereiro passado, mas Goldi foi condenado a quatro meses de prisão por permanência ilegal no país e ficou detido numa prisão de Trípoli até quinta-feira passada, quando foi libertado.

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