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 Cuba concederá licença penal a preso político enfermo
12 de junho de 2010 00h47 atualizado às 01h18

O governo de Cuba comunicou nesta sexta-feira à Igreja Católica que outorgará licença penal ao preso político Ariel Sigler, cujo estado de saúde é muito grave, e que neste sábado transferirá outros seis prisioneiros a centros penitenciários de suas províncias.

Os presos que serão transferidos a suas províncias de residência são os dissidentes Héctor Fernando Maceda, Juan Adolfo Fernández Sáinz, Omar Moisés Ruiz Hernández, Efrén Fernández Fernández, Jesús Mustafá Felipe e Juan Carlos Herrera Acosta, informou o Arcebispado de Havana em uma nota de imprensa divulgada nesta sexta.

Tanto Sigler quanto estes seis prisioneiros são membros do chamado "Grupo dos 75", dissidentes presos e condenados na repressão da conhecida como "Primavera Negra" de 2003.

Ariel Sigler Amaya, de 47 anos e condenado a 20, está gravemente doente, e sofre com uma paraplegia. Atualmente está em um hospital da capital, Havana.

O anúncio da licença para Sigler e a transferência dos outros seis presos supõe um novo passo do Governo de Raúl Castro em relação aos prisioneiros políticos após o processo de diálogo iniciado em maio com a hierarquia da Igreja Católica cubana.

A primeira medida aconteceu no último dia 1º com a transferência de outros seis dissidentes presos para centros penitenciários de suas províncias.

No dia 19 de maio, o presidente Raúl Castro se reuniu durante quatro horas com o arcebispo de Havana, Jaime Ortega, e o presidente da Conferência de Bispos Católicos de Cuba, Dionisio García, em encontro no qual falaram sobre os presos políticos, entre outros assuntos.

EFE
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