"Se ele não aceitar, também não posso fazer muita coisa", disse Lobo em entrevista coletiva, na qual também pediu ao ex-presidente deposto que retire seus processos contra o Estado hondurenho. Segundo Lobo, a proposta a Fernández foi feita nesta quinta-feira, e o líder dominicano a viu "com bons olhos", e prometeu que transmitiria a mensagem a Zelaya, que vive na República Dominicana desde o último dia 27 de janeiro, quando Lobo lhe deu salvo-conduto para sair do país e deixar a embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
O presidente hondurenho afirmou que, embora haja ordens de captura de Zelaya por delitos políticos e comuns, a Corte Suprema de Justiça "entende que é inconveniente" prendê-lo, e ele poderá se defender em liberdade. Por outro lado, Lobo disse que o ex-líder não cumpriu a promessa que fez no dia 27 de janeiro, dia de sua posse, quando garantiu que ia contribuir para que a comunidade internacional reconhecesse o novo governo.
"Não vejo essa atitude", disse Lobo, que afirmou que Zelaya fez a promessa no carro que, junto a Fernández, o levou da embaixada brasileira para a base aérea de onde partiu o avião para a República Dominicana.
Vários países latino-americanos não reconhecem o governo de Lobo por considerar que foi eleito em votação realizada em um marco de ruptura constitucional pelo golpe de Estado.

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