A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a anulação da lei que impedia que os militares homossexuais revelassem sua orientação sexual.
O texto foi aprovado por 234 votos contra 194, horas após um comitê do Senado ter admitido a medida, que anula a lei de 1993 sobre a baixa de militares homossexuais assumidos. Na Comissão das Forças Armadas do Senado, o texto foi aprovado por 16 votos contra 12.
O projeto seguirá agora para o plenário do Senado, e depois será enviado ao presidente Barack Obama para sanção. A medida deve revogar a lei em vigor, conhecida por "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte), que impõe aos militares homossexuais não revelarem sua condição, sob pena de baixa forçada.
A "don't ask, don't tell" foi fruto de um compromisso firmado em 1993 entre o então presidente Bill Clinton, o Congresso e as Forças Armadas para superar a polêmica questão do homossexualismo entre os militares.
O presidente Barack Obama já havia solicitado a revogação da lei, que proíbe a participação nas Forças Armadas de pessoas que declararem publicamente sua homossexualidade.
A questão vinha despertando nos últimos dias grande expectativa no Congresso. O senador republicano John McCain, o mais alto representante republicano na Comissão, opõe-se à anulação da lei antes que o Pentágono conclua uma avaliação sobre os meios de realizar mudança na sua política relacionada à homossexualidade.
Os comandantes da Força Aérea, da Marinha, dos Fuzileiros e do Exército são da mesma opinião. O secretário de Defesa, Robert Gates, que vinha se opondo claramente, disse na quarta-feira que se dispõe a "aceitar" a contragosto o acordo feito pela Casa Branca e parlamentares para suspender a lei atual.

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