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 China saúda acordo de troca de combustível nuclear iraniano
18 de maio de 2010 12h21 atualizado às 12h51

A China saudou o acordo de troca de combustível nuclear anunciado pelo Irã após conversações com o Brasil e a Turquia, pedindo negociações em torno da disputa crescente, ao mesmo tempo em que potências ocidentais condenaram o novo acordo, que consideraram limitado demais.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que as potências já concordaram com uma nova resolução com sanções que circulará nesta terça-feira entre membros do Conselho de Segurança da ONU.

O Irã acordou com o Brasil e a Turquia na segunda-feira que enviará parte de seu urânio para fora do país, reativando um plano de troca de combustível esboçado pela ONU com o objetivo de restringir as atividades nucleares de Teerã.

Mas o Irã deixou claro que não tem a intenção de suspender seus trabalhos domésticos de enriquecimento, que o Ocidente suspeita que tenham a finalidade de produzir bombas.

Potências ocidentais já disseram que a oferta não será suficiente para aliviar seus temores em relação ao Irã. Mas o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi, sugeriu que seu governo se sentiu encorajado com a proposta e é favorável a mais negociações.

"A China tomou nota das informações relevantes divulgadas e expressa sua apreciação pelos esforços diplomáticos feitos por todas as partes para buscar positivamente uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana", ele teria dito, segundo o site do Ministério das Relações Exteriores na internet (www.fmprc.gov.cn).

A China faz parte das potências internacionais que vêm discutindo possíveis novas sanções da ONU contra o Irã em função de suas atividades nucleares contestadas. Como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China tem o poder de vetar resoluções.

Reuters
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