Uma frota de quase 200 embarcações enfrentava na terça-feira a mancha de petróleo no golfo do México, aproveitando o bom tempo para tentar limitar seu impacto sobre a costa norte-americana. A empresa BP, sob intensa pressão dos EUA, luta para tampar o poço submarino de onde jorra petróleo desde a explosão que afundou uma plataforma marítima na área. O acidente levou o governo dos EUA a adiar seus planos para autorizar novas atividades de prospecção no golfo do México.
Ao mesmo tempo, parlamentares e a Casa Branca prometeram elevar de US$ 75 milhões para US$ 10 bilhões o limite legal de indenizações que a BP pode ter de pagar por prejuízos à pesca, turismo e outros setores. Essas indenizações não incluem o custo para a limpeza do vazamento, que segundo analistas pode chegar a US$ 14 bilhões. "O governo está trabalhando numa legislação para remover esse limite e ampliá-lo (...). Poderíamos chegar facilmente a US$ 75 milhões num curto período", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
A cotação do petróleo caiu na terça-feira, e as ações da BP deram sinais de se estabilizarem, após quase duas semanas de declínio. O mar calmo após dias de fortes ventos contribui com uma das maiores operações de contenção de óleo já realizadas. O delta do Mississippi e outras áreas na costa sul dos EUA estão ameaçados pelo vazamento no poço, de onde jorram quase 800 mil l de petróleo por dia.
Barcos instalam ou consertam varas colocadas ao longo da costa para tentar proteger o ecossistema litorâneo. O instituto de meteorologia Accuweather.com disse que a melhoria na condição dos ventos e ondas pode impedir a mancha de chegar à costa nos próximos dias, ou até mais. "Com as condições cada vez melhores, é animador", disse o agente da Guarda Costeira Matthew Schofield. "Não há relatos de óleo espesso na costa."
Doug Suttles, diretor de operações da BP, disse que a previsão é de que não haja impactos litorâneos nos próximos três dias. Mas autoridades ambientais relataram uma "primeira visão" da mancha na terça-feira perto das ilhas Chandeleur, na costa da Louisiana.

- Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »
