Em comunicado divulgado em Bagdá, Al-Iraqiya explicou que quer que novas eleições "longe da pressão de alguns grupos políticos".
Além disso, a nota diz que estuda pedir ao Conselho de Segurança da ONU, à União Europeia (UE), à Organização da Conferência Islâmica e à Liga Árabe "que enfrentem suas responsabilidades legais e morais para proteger o processo político iraquiano com a formação de um Governo interino".
A coalizão de Allawi quer do Conselho Presidencial, integrado pelo chefe de Estado iraquiano e pelos dois vice-presidentes, a convocação do Parlamento anterior às eleições, até que os resultados da votação sejam confirmados, para vigiar o Governo do premiê Nouri al-Maliki.
Segundo a Al-Iraqiya, a medida é necessária "para vigiar o poder do Governo (Maliki), que exerce suas funções sem controle e legitimidade, e para que cesse suas perigosas infrações no processo político e na Constituição".
A Al-Iraqiya divulgada o comunicado no momento em que Allawi visita o Egito, onde hoje se reuniu com o presidente Hosni Mubarak e conversou sobre a formação de um Governo no Iraque.
As eleições, cujos resultados estão pendentes de revisão na Comissão Eleitoral, foram vencidas pela Al-Iraqiya, que não obteve as cadeiras suficientes para governar sozinha. Por isso, precisa buscar alianças com outros grupos.

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