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 Chile destinará US$ 1,2 bi de receitas do cobre à reconstrução
20 de abril de 2010 16h11 atualizado às 16h21

O governo do presidente do Chile, Sebastián Piñera, destinará 1,2 bilhão de dólares de receitas do cobre - que por lei deveriam ser destinados à compra e renovação de armamentos - na reconstrução do país depois do terremoto de fevereiro, informou o Ministério da Defesa.

Uma fonte do ministério, que não quis se identificar, disse à AFP que 600 milhões de dólares procedentes do fundo da lei de reservas do cobre serão canalizados, mediante decreto, na reparação da infraestrutura militar estragada, como a base naval de Talcahuano, arrasada pelo tsunami.

Os US$ 600 milhões restantes serão destinados à reconstrução das regiões mais afetadas pelo terremoto do último 27 de fevereiro, em obras previstas para este ano e para o próximo.

A medida terá de ser aprovada pelo Congresso.

A legislação chilena prevê que 10% das receitas anuais geradas pela venda de cobre, que atualmente chegam a quase US$ 3,5 bilhões, sejam destinados às Forças Armadas para a compra de material bélico.

O uso do fundo ocorre em meio ao plano de financiamento para a reconstrução, anunciado pelo presidente na última sexta-feira, no qual se contempla o uso "moderado e responsável dos fundos captados no exterior, especialmente do Fundo de Estabilização Econômica e Social (FEES) e do fundo gerado pela lei de reservas do cobre".

No Congresso, existe consenso sobre a medida, depois que na semana passada diversos parlamentares da oposição solicitaram ao ministro da Defesa, Jaime Ravinet, que o fundo fosse usado para ajudar a financiar a reconstrução.

"É uma proposta que alguns parlamentares fizeram ao ministro da Defesa (Jaime Ravinet) e que foi acolhida", afirmou o presidente da Comissão de Defesa do Senado, Patricio Walker, à AFP.

O governo de Michelle Bachelet já tinha enviado ao Congresso no ano passado um projeto de lei com o objetivo de eliminar a lei da reserva do cobre - herdada da ditadura de Augusto Pinochet - e permitir que os militares contassem com orçamentos plurianuais.

AFP
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