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Ponte mais alta do mundo é inaugurada na França

14 de dezembro de 2004 08h20 atualizado às 08h20

A ponte foi desenhada pelo inglês Norman Foster, que se inspirou em outra atração turística do país, a Torre Eiffel. Foto: Reuters

A ponte foi desenhada pelo inglês Norman Foster, que se inspirou em outra atração turística do país, a Torre Eiffel
Foto: Reuters

O presidente francês, Jacques Chirac, inaugurou hoje a ponte de Millau, que é considerada a mais alta do mundo. A estrutura está a 343 metros sobre o vale do rio Tarn, superando em 23 metros a altura da Torre Eiffel de Paris.

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    Chirac descerrou uma placa comemorativa. Mais de mil convidados e quase 800 operários e técnicos que participaram da construção desta impressionante ponte compareceram à cerimônia.

    A ponte só funcionará normalmente em 17 de dezembro, quando os motoristas terão que pagar um pedágio de 4,90 euros para passar, evitando o engarrafamento na cidade de Millau. A ponte faz a ligação entre Paris e a costa mediterrânea.

    A obra, que possui 2.460 metros de extensão, foi projetada pelo arquiteto britânico Norman Foster, que se inspirou na Torre Eiffel. Além de eliminar problemas no trânsito, espera-se que a estrutura se torne um destino turístico. Nos últimos dois anos, 60 mil pessoas pagaram para olhar as obras e outros 500 mil visitaram o local.

    A ponte reúne em sua estrutura recordes e proezas técnicas. "A altura, o número de pilares e seu comprimento fazem da ponte uma obra excepcional", destacou o presidente da delegação de especialistas que revisou a obra, Jean François Coste.

    Erguida em tempo recorde de três anos, a obra foi idealizada em 1987 e a primeira pedra foi colocada em dezembro de 2001. A estrutura metálica se apóia na terra e suas duas metades se uniram em 28 de maio passado sustentando-se em sete grandes pilares.

    Segundo os construtores, o viaduto, que pesa 290 mil toneladas, está projetado para resistir a ventos de 250 km por hora. A Eiffage, o grupo encarregado da construção e manutenção desta ponte pelos próximos 75 anos, afirma que a ponte "funcionará perfeitamente" nos próximos 120 anos.

    Ao todo, 3 mil pessoas trabalharam neste projeto, que custou cerca de 400 milhões de euros.

  • AFP
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