O Chile levantou nesta-terça o estado de "catástrofe" nas regiões do país mais atingidas pelo terremoto de fevereiro, mas as tropas continuarão apoiando os trabalhos de reconstrução.
"O Governo, depois de conversar com os líderes (militares) dos locais (afetados), decidiu não renovar o estado de catástrofe", disse o presidente Sebastián Piñera em declaração à imprensa.
Sob este regime de custódia militar se encontravam as regiões do sul de O''Higgins, Maule e Biobío, após o terremoto e da tsunami que abalaram o país.
"Também decidimos manter a presença de nossas Forças Armadas nas regiões afetadas", afirmou o presidente, para "que sigam colaborando em trabalhos humanitários de apoio à população afetada e se comprometam, por um período que durará anos, na reconstrução".
Entretanto, Piñera anunciou que será mantido em vigor o decreto que coloca como "zonas afetadas" o território que vai de Valparaíso (120 km a nordeste de Santiago) até Araucanía (800 km ao sul de Santiago), o que permitirá acelerar os trabalhos de ajuda.
No dia 27 de fevereiro, um terremoto de 8,8 graus seguido de tsunami deixaram 452 mortos no Chile, 96 desaparecidos e quase 30 bilhões de dólares em perdas, o que significa 12% do PIB do país.

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