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 Chile tem perdas de US$ 10 bi em infraestrutura após tremor
23 de março de 2010 14h23 atualizado às 14h56

O Ministério da Fazenda chileno anunciou nesta terça que calculou em US$ 10 bilhões as perdas em infraestrutura do setor público após o terremoto e o tsunami ocorridos em 27 de fevereiro.

Dias atrás, o recém empossado governo chileno estimou que as perdas totais chegam a US$ 30 bilhões, dos quais US$ 21 bilhões correspondem à perdas em infraestrutura pública e privada.

Os US$ 9 bilhões restantes representam, segundo o governo, a produção de bens e serviços que serão perdidos durante o processo de reconstrução.

O Ministério da Fazenda trabalha para elaborar um cadastro de perdas mais detalhado e definir claramente quanto o terremoto custará ao Estado.

As novas estimativas também apontam que, das perdas de US$ 21 bilhões, entre US$ 16 bilhões e US$ 17 bilhões correspondem a prejuízos em infraestrutura produtiva.

Segundo Rodrigo Cerda, assessor do Ministério da Fazenda, o novo cadastro recolherá dados de múltiplas fontes, também não-governamentais, para obter o maior número possível de informações.

Também hoje, o Banco Central chileno anunciou que as exportações industriais chilenas caíram 53% durante a primeira semana de março frente ao mesmo período de 2009.

O valor das exportações de celulose branqueada, por exemplo, caiu de US$ 51,2 milhões para apenas US$ 1,1 milhão.

No entanto, as exportações de cobre, metal do qual o Chile é o maior produtor mundial, não foram afetadas pelo terremoto, já que as mineradoras se concentram no norte do país, e registraram um crescimento de 61% na primeira semana de março.

EFE
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