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 Chile: reconstrução de hospitais pós-terremoto custará R$ 2,8 bi
21 de março de 2010 13h43 atualizado às 14h15

O ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, cifrou em R$ 2,8 bilhões o custo da reconstrução dos hospitais danificados pelo terremoto e o tsunami de 27 de fevereiro, informa neste domingo a imprensa local. O ex-ministro Álvaro Erazo, antecessor de Mañalich no cargo até 11 de março, disse, dois dias após a catástrofe, que seriam necessários US$ 3,6 bilhões para reerguer a rede hospitalar.

Mañalich, que ontem fez uma visita à região do Maule, uma das mais afetadas pelo abalo sísmico de 8,8 graus na escala Richter, assegurou que a situação estrutural dos hospitais é "realmente de catástrofe". O novo ministro da Saúde reiterou que, antes de julho, o sistema de saúde público terá mil novos leitos em hospitais modulares e que, durante o inverno, a rede vai operar com um déficit de 4 mil camas.

Além disso, o governo vai duplicar a capacidade assistencial em saúde mental e aumentará em 20% o número de psicólogos no sistema público. Mañalich confirmou ainda que o hospital de campanha russo que chegou para prestar socorro na zona sul da capital retornou a seu país, junto com os médicos que o administravam, devido ao baixo número de pacientes que eram atendidos.

O terremoto e o posterior maremoto que atingiram o Chile deixaram mais de 400 mortos, 800 mil desabrigados e um prejuízo estimado de US$ 30 bilhões.

EFE
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