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 Após tremor, Piñera diz querer criar 60 mil vagas de emprego
18 de março de 2010 22h54 atualizado em 19 de março de 2010 às 00h00

Em seu primeiro discurso em rede nacional, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou nesta quinta-feira que o governo espera retomar o aparelho produtivo do país e proteger ou criar 60 mil empregos, especialmente nas regiões mais atingidas pelo terremoto de fevereiro.

Ele reafirmou que as perdas derivadas do terremoto de fevereiro representam 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, ou seja, quase US$ 30 bilhões.

"Houve graves e custosas perdas materiais. Mais de 200 mil casas destruídas ou gravemente danificadas", afirmou Piñera, que em 11 de março recebeu o poder com as regiões centro e sul do Chile devastadas por um terremoto.

Segundo ele, 2.750 escolas estão inabilitadas e mais de 1 milhão de crianças não puderam iniciar normalmente o ano letivo. Há também 35 hospitais sem condições de uso ou seriamente danificados.

"Realizamos um profundo e amplo diagnóstico da tragédia e de suas consequências. Elaboramos um ambicioso e sólido plano de trabalho para que sejamos capazes de enfrentar a crise e iniciar em breve a reconstrução", afirmou Piñera.

"Nossas igrejas, estádios, redes de transmissão elétrica e de telecomunicações e também as instalações e equipamento de nossas Forças Armadas, empresas públicas e privadas, foram gravemente atingidas pela tragédia", disse Piñera. O terremoto e o conseguinte tsunami de 27 de fevereiro deixaram mais de 500 mortos, dezenas de desaparecidos e 2 milhões de desabrigados no Chile.

EFE
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