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 Chile é abalado por tremor secundário de 6,7 graus
15 de março de 2010 23h57 atualizado em 16 de março de 2010 às 02h59

Sobreviventes caminham entre destroços na cidade de Pelluhue. Foto: Reuters

Sobreviventes caminham entre destroços na cidade de Pelluhue
Foto: Reuters

Um terremoto secundário de 6,7 graus de magnitude na escala Richter na noite desta segunda-feira gerou temor nas cidades chilenas de Concepción e Talcahuano, duas das mais castigadas pelo terremoto principal de 27 de fevereiro, apesar de até o momento não haver informações sobre vítimas ou danos materiais.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo aconteceu às 23h22 pelo horário local (o mesmo de Brasília), e o epicentro ficou a 75 km a noroeste de Concepción, segunda cidade mais povoada do país, cerca de 520 km ao sul de Santiago.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) informou que o Serviço Hidrográfico Oceanográfico da Armada (SHOA) descartou alerta de tsunami para a região. No entanto, segundo informou a imprensa local, muitas pessoas em Concepción e na cidade portuária de Talcahuano, distantes entre si cerca de 15 km, fugiram apavoradas em direção a colinas que ficam próximas. Além disso, houve cortes de energia elétrica e nas redes de telefonia celular.

No terremoto de 27 de fevereiro, que causou quinhentas mortes segundo o balanço oficial provisório, a falta de coordenação entre o SHOA e a Onemi fez com que a população não fosse alertada oportunamente do risco de tsunami, o que gerou certa desconfiança em relação às informações prestadas pelas autoridades.

O terremoto secundário registrado nesta segunda é um dos mais fortes nas últimas duas semanas, junto com os ocorridos no último dia 11 (dia da posse do presidente Sebastián Piñera), quando dois tremores registraram 4,9 e 6,9 graus na escala Richter. Depois da forte réplica desta segunda-feira houve segundo tremor de 5,5 graus às 0h04, com epicentro no mesmo lugar.

EFE
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