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 França: líder diz que alta abstenção é rejeição a país dividido
14 de março de 2010 19h19 atualizado às 19h54

A líder do Partido Socialista (PS) francês, Martine Aubry, disse neste domingo que os eleitores do país "expressaram sua rejeição a uma França dividida e frágil" nas eleições regionais deste domingo, cujo índice de abstenção passa de 50%, segundo estimativas não-oficiais.

O primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou que nada está decidido e que não se pode tirar conclusões em nível nacional sobre a baixa participação eleitoral nesta consulta.

À espera da divulgação dos primeiros dados oficiais, o que está claro é que a abstenção passará dos 50%, algo que os partidos políticos franceses consideraram como um fracasso de toda a classe política.

As pesquisas de boca-de-urna apontam que a conservadora União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, perdeu espaço para o PS.

Segundo os últimos números, o PS recebeu 29,1% dos votos, enquanto a UMP ficou com 27,3%.

A terceira posição ficaria com os Verdes (13%), logo à frente da ultradireitista Frente Nacional (FN) (11%).

Hoje, e no segundo e definitivo turno do próximo domingo, os franceses deverão escolher, entre um total de 252 listas eleitorais, os 1.880 conselheiros que administrarão as regiões durante os próximos quatro anos.

Cada uma das listas deve respeitar o princípio de paridade (um candidato homem e uma mulher) e só poderão passar ao segundo turno as que conseguirem um mínimo de 10% dos votos.

No entanto, as que conseguirem 5% dos votos também poderão se unir às que tenham alcançado o limite de 10%.

EFE
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