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 Em meio a fortes réplicas, Piñera toma posse no Chile
11 de março de 2010 12h21 atualizado às 13h16

Acompanhado da sua mulher, Cecilia Morel (esq.), Sebastián Piñera acena durante cerimônia de posse em Valparaíso. Foto: AFP

Acompanhado da sua mulher, Cecilia Morel (esq.), Sebastián Piñera acena durante cerimônia de posse em Valparaíso
Foto: AFP

O bilionário conservador Sebastián Piñera tomou posse nesta quinta-feira como o 38º presidente do Chile. Ele recebeu a faixa presidencial na sede do Congresso chileno, na cidade de Valparaíso, a pouco mais de 100 km de Santiago, das mãos do presidente do Senado, Jorge Pizarro.

Piñera, 60 anos, assume tendo como o principal desafio a reconstrução do país depois do tremor que 8.8 graus na escala Richter que devastou regiões inteiras no dia 27 de fevereiro. Doze dias após o tremor, o Chile ainda sofre com as réplicas.

Minutos da posse, uma série de réplicas fortes voltou a sacudir a capital Santiago e o Congresso, localizado na cidade costeira de Valparaíso. Autoridades demonstraram nervosismo quando o prédio tremeu. A Marinha do Chile emitiu um alerta de tsunami para a costa do país.

Depois de jurar o cargo no Congresso, Piñera foi aplaudido por todos os presentes na cerimônia, entre os quais havia vários autoridades estrangeiras. A execução do Hino Nacional chileno, cantado pelo público, selou a posse do novo presidente do Chile.

Em seguida, a agora ex-presidente Michelle Bachelet deixou o salão em que aconteceu a posse acompanhada de seus ministros. Ovacionada, ela várias vezes parou para saudar as pessoas que se aproximavam para cumprimentá-la.

Antes de ser empossado, Piñera cumprimentou os chefes de Estado e as personalidades internacionais convidadas, entre elas os presidentes de Peru, Equador, Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e Bolívia, além do herdeiro da Coroa espanhola, o príncipe Felipe de Borbón.

Reconstrução do país
Os chilenos esperam que o novo presidente, um economista formado em Harvard, use sua renomada capacidade empresarial para ajudar o país, um dos mais estáveis da América Latina, a se recuperar da tragédia que matou centenas de pessoas.

"Ele é um empresário... e é disso que precisamos agora. Alguém que possa criar empregos para os nossos filhos", disse Carlos Fuentes, 47 anos, pescador que perdeu casa e barco na localidade de Curanipe após o terremoto de magnitude 8,8. "Ele pegou um emprego difícil", comentou o pescador, desembaraçando sua rede com uma faca.

O terremoto pouco abalou a mineração chilena, esteio da economia nacional, mas causou graves danos, na região centro-sul do país, à atividade vinícola, pesqueira e de produção de papel e celulose. Alguns analistas dizem que os prejuízos podem tirar até meio ponto percentual do crescimento econômico neste ano.

O ex-senador Piñera fez fortuna com negócios no setor de cartões de crédito e com sua participação em uma companhia aérea. De acordo com a revista Forbes, ele é uma das pessoas mais ricas do mundo.

Para financiar a reconstrução, o novo governo deve emitir títulos internacionais e aproveitar as reservas advindas da exportação de cobre.

A transferência do poder da popular presidente socialista Michelle Bachelet para Piñera aconteceu numa austera cerimônia com tom menos festivo do que o habitual em respeito ao luto nacional.

As autoridades já identificaram 497 mortos pelo terremoto e pelos tsunamis do dia 27 de fevereiro. O governo chegou a falar em 802 mortos, mas reduziu a cifra ao perceber que ela incluía por engano listas de desaparecidos.

Com agências internacionais

Redação Terra
  1. Sebastián Piñera acena para o público, assim que recebe a faixa presidencial, na cerimônia de posse em Valparaíso

    AFP
    Foto: AFP

  2. O presidente eleito, Sebastián Piñera(centro) , celebra posse em Valparaíso

    Foto: AP

  3. O novo presidente uruguaio, Jose Mujica, cumprimenta o também novo presidente chileno, Sebastián Piñeda

    Foto: AP

  4. Piñeda chega para a cerimônia de posse com seus filhos, em Valparaíso

    Foto: AP

  5. A ex-presidente chilena Michelle Bachelet cumprimenta as pessoas, na entrada do Palácio La Moneda, em Santiago

    EFE
    Foto: EFE

  6. Simpatizantes pedem a volta de Bachelet em 2014

    Reuters
    Foto: Reuters

  7. Bachelet acena para o público na saída do Palácio La Moneda, em Santiago

    EFE
    Foto: EFE

  8. Bachelet caminha em frente ao Palácio La Moneda

    EFE
    Foto: EFE

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