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 Chávez confia em "Deus bolivariano" contra crise de energia
10 de março de 2010 07h51 atualizado às 08h53

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, possui um plano para superar a grave crise de energia que ameaça a economia da Venezuela e pode prejudicar sua popularidade: racionamento, instalação acelerada de plantas térmicas e a ajuda de Deus. "Porque Deus é bolivariano", afirmou.

Em um evento com esportistas, o presidente socialista mostrou na terça-feira à noite sua fé de que as chuvas chegarão e será recuperado o nível das represas, de onde o país petroleiro obtém 70% de sua energia elétrica, apesar dos maus presságios dos seus adversários.

"Os esquálidos (opositores) estão torcendo para que não chova. Mas vai chover mais, compadre, verás, porque Deus é bolivariano. A natureza está conosco", afirmou.

Chávez utiliza a classificação "bolivariano" como selo político para identificar as obras de sua revolução socialista, inspirada nos ideais de Simón Bolívar, herói da independência latino-americana da dominação espanhola no século 19. Ele chegou a mudar o nome do país para República Bolivariana da Venezuela.

Até agora, o plano do governo foi insuficiente para reduzir a demanda energética, apesar das ameaças de cortes no fornecimento a comércios e indústrias que não reduzirem seu consumo. O racionamento afeta algumas regiões e dura até 14 horas por semana.

"Ofereço minhas desculpas a todas as populações que estão sofrendo o racionamento elétrico. Mas o que venho dizendo desde o início do ano, tinha que fazê-lo, é como quando mandam a gente fazer dieta, (neste caso) uma dieta elétrica", afirmou em uma cerimônia transmitida pela televisão estatal.

Além de afetar a economia venezuelana, que no ano passado caiu em profunda recessão, a crise elétrica está prejudicando a popularidade de Chávez meses antes de eleições legislativas, nas quais seus aliados poderiam perder a ampla maioria que possuem na Assembleia Nacional.

Reuters
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