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 Chile: 80 pessoas dadas como desaparecidas são encontradas
07 de março de 2010 22h07 atualizado às 22h29

Homem vestido de palhaço consola mulher cujo filho está desaparecido. Foto: AP

Homem vestido de palhaço consola mulher cujo filho está desaparecido
Foto: AP

Cerca de 80 pessoas que estavam desaparecidas após o terremoto e a tsunami que atingiram o Chile foram encontradas com vida. No entanto, ainda restam 180 desaparecidas, segundo informou neste domingo o vice-ministro do Interior, Patricio , revelou , no Palacio de la Moneda (governo).

"É muito difícil informar uma lista, porque nos últimos dias cerca de 80 pessoas que eram dadas como desaparecidas foram localizadas em diferentes abrigos das comunidades afetadas", indicou Rosende. O vice-ministro afirmou que ainda há 180 registros de pessoas que sumiram, acrescentando que neste domingo "apareceram alguns cadáveres nas zonas costeiras", sem dar mais detalhes.

Respondendo a uma pergunta feita pela imprensa, , revelou afirmou que o governo mantém o número oficial de 452 mortos, identificados com nome e sobrenome. Contudo, calcula-se que 800 pessoas morreram ou desapareceram após a tragédia, segundo dados preliminares do governo, que iniciou há três dias uma nova contagem das vítimas, após admitir erros.

Nas últimas horas, 289 pessoas foram presas por não respeitarem o toque de recolher em Biobío, onde foram registrados saques e assaltos.

De sábado para domingo, outras 22 foram detidas por saques.

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos passa de 800, e o número de afetados chega a 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago chegou a ser fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas.

A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

AFP
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  1. Motoristas aguardam liberação da estrada que dá acesso à cidade de Concepción, a mais atingida pelo tremor

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

  2. O acesso à cidade só está sendo permitido após o meio dia

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

  3. Motoristas reclamam que a espera tem sido cansativa

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

  4. A fila de veículos se estende por 25 km antes da entrada da cidade

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

  5. O tráfego está liberado somente das 12h às 18h

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

  6. Durante a espera, Cláudio Riquelme e Karen Munhoz mostram mensagem de apoio

    Foto: Francisco de Assis/Especial para Terra

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