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 SC: Prefeitura de Camboriú gasta R$ 120 mil com chilenos
05 de março de 2010 16h05 atualizado às 16h25

Com reservas vencidas, turistas chilenos tiveram de deixar hotéis em Balneário Camboriú. Foto: Rafael Weiss/Prefeitura de Balneário Camburiú/Divulgação

Com reservas vencidas, turistas chilenos tiveram de deixar hotéis em Balneário Camboriú
Foto: Rafael Weiss/Prefeitura de Balneário Camburiú/Divulgação

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

O prefeito de Balneário Camboriú, cidade localizada a 80 quilômetros ao norte de Florianópolis, disse que as despesas do município com a hospedagem, transporte e alimentação de 1,7 mil turistas chilenos foram calculadas em R$ 120 mil. O grupo deixaria a cidade no sábado, mas devido ao terremoto que atingiu o Chile ficou impossibilitado de deixar o Brasil.

De acordo com o prefeito Edson Dias, o número ainda não havia sido contabilizado totalmente devido ao fato de que alguns hotéis não haviam emitido a fatura até esta sexta-feira. O município usou uma prerrogativa da Lei Orgânica Municipal para decretar situação de vulnerabilidade. Com a ação, os custos de socorro aos turistas puderam ser realizados livremente, sem a necessidade de licitações públicas. "O valor gira em torno de R$ 120 mil e é muito pequeno diante do gesto de solidariedade que praticamos", afirmou.

A secretaria de Turismo de Balneário Camboriú está preparando um relatório detalhado para ser apresentado ao governo de Santa Catarina, que deve "rachar a conta" com o município. Para o prefeito, os valores são menores do que o previsto pois muitos proprietários de hotéis concederam desconto de 50%. "Estamos mostrando nesse documento o valor normal da tarifa e o valor que foi cobrado. Alguns empresários mostraram sua solidariedade e concederam descontos de até 50%", disse.

Os chilenos começaram a embarcar de volta a Santiago na madrugada da última terça-feira. Na quinta, o último grupo com 300 turistas deixou o Brasil em dois vôos fretados por operadoras de turismo.

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago chegou a ser fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas.

A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Redação Terra
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