Chilenos formam fila para embarque, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Foto: Alessandro Buzas/Futura Press
O trânsito de voos comerciais entre Brasil e Chile recomeçou na madrugada desta quarta-feira. O primeiro voo comercial vindo do Chile após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o país, chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, às 1h40 da madrugada desta quarta-feira, segundo a Infraero. A chegada do voo JJ9381 da TAM estava prevista inicialmente para a 1h. A aeronave A320 tem capacidade para 156 passageiros, segundo o site da companhia aérea.
Às 4h36, chegou a Santiago o voo JJ 9378, da TAM, que saiu de São Paulo à 1h. A aeronave A330 tem capacidade para 223 passageiros. Segundo a Infraero, o voo 00782 da companhia aérea LAN, que tinha chegada prevista para as 4h50 no aeroporto de Guarulhos, pousou em São Paulo às 6h17 desta quarta.
Pelo menos mil chilenos que estavam impossibilitados de voltar para casa devem deixar o Brasil, de acordo com a Embaixada do Chile. Eles aguardam desde a última sexta-feira voos com destino a Santiago, que foram suspensos devido aos danos causados pelo terremoto que atingiu parte do país.
Voos charteres com capacidade não confirmada devem sair de Camboriú (SC) entre quarta e quinta-feira. Díaz explicou que os passageiros retidos no Brasil precisam ter paciência e compreender que todos os esforços estão concentrados no atendimento às vítimas do terremoto.
"Os chilenos tem que entender que a prioridade é atender as vítimas da catástrofe, coordenar a ajuda humanitária. A segunda tarefa é ajudar os turistas chilenos a voltar", afirmou.
A estratégia da embaixada é convencer as companhias aéreas a aumentar o número de voos. O embaixador reconhece o problema da falta de alojamento e de alimentação adequada para quem está retido em aeroportos, mas pede compreensão e solidariedade.
No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, cerca de 70 chilenos estão alojados desde o fim de semana. Os passageiros receberam mantas das companhias aéreas e doações para comprar comida. O voo da companhia aérea LAN que partiria às 8h foi cancelado.
Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos passa de 700, e o número de afetados chega a 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.
O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.
Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago chegou a ser fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.
Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.
Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.
O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.
Com informações da Agência Brasil e da Reuters
- Redação Terra






Assista agora »
Assista agora »

