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 Junta do Níger assume poderes e nomeia governo interino
22 de fevereiro de 2010 19h07 atualizado às 20h30

Manifestantes seguram cartaz com a inscrição Longa vida ao exército de Níger durante manifestação em Niamey. Foto: AP

Manifestantes seguram cartaz com a inscrição "Longa vida ao exército de Níger" durante manifestação em Niamey
Foto: AP

O comandante Salou Djibo, chefe da junta militar que tomou o poder no Níger após o golpe de Estado de quinta-feira passada, foi nomeado chefe de Estado e Governo durante um "período de transição" para criar novas instituições no país.

Em comunicado lido pela rádio estatal esta noite, o autodenominado Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSRD), formado pelo grupo de oficiais que liderou a tomada do Palácio Presidencial, afirmou que Djibo "exercerá as funções de chefe de Estado e de Governo".

Segundo a nota, essa decisão se refere à "organização de poderes e à criação de novas instituições durante o período de transição", mas não diz a duração desse período.

O novo chefe do Estado ficará encarregado de nomear os diferentes ministros e de criar um órgão encarregado de elaborar um novo Código Penal e uma nova Constituição, que será submetida a plebiscito popular, segundo o CSRD.

Os militares golpistas derrubaram o presidente nigerino, Mamadou Tandja, após tomar o Palácio Presidencial na quinta-feira passada durante um Conselho de Ministros extraordinário. Após reter Tandja e membros de seu Governo, os golpistas decretaram o toque de recolher, suspenderam as garantias constitucionais e fecharam as fronteiras do país.

No domingo, os autores do golpe de Estado deram garantias sobre o retorno à ordem constitucional e prometeram a elaboração de uma nova lei fundamental, mas não deram uma data para tanto, segundo os membros da missão conjunta da ONU, da União Africana (UA) e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) enviados para Niamey, a capital do Níger.

Embora alguns ministros capturados no dia do golpe foram já tenha sido libertados, Tandja continua retido em um quartel militar nos arredores da capital.

EFE
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  1. Pessoas passam pela entrada de um quartel militar da cidade de Niamey, que fica próxima a sede do governo, atingida nesta quinta-feira em ações militares

    AFP
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  2. Carro militar interdita passagem em uma rua de Niamey, próximo à sede do governo

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  3. Testemunhas relataram intensos tiroteios, em particular ao redor do palácio presidencial

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  4. General Goukoye Abdul Karimou anuncia o golpe de Estado

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  5. Governo de Mamadou Tandja foi dissolvido, após golpe de Estado

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