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 Chávez confirma presença em reunião da Unasul sobre Haiti
07 de fevereiro de 2010 17h14 atualizado às 17h39

Soldado ajuda mulheres a carregar sacos de arroz, em Porto Príncipe. Foto: AFP

Soldado ajuda mulheres a carregar sacos de arroz, em Porto Príncipe
Foto: AFP

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou neste domingo sua presença na reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul), na próxima terça-feira, em Quito, convocada para definir a ajuda que será destinada ao Haiti, após o terremoto que devastou o país em 12 de janeiro.

"Estaremos na terça-feira no Equador. Fomos convidados a Quito pelo presidente (Rafael) Correa para a reunião da União de Nações Sul-americanas para tratar o tema do Haiti", disse Chávez em seu programa dominical "Alô Presidente".

"Acho muito oportuna a convocação de nosso presidente Correa, tomara que todos possamos ir. Nós confirmamos, não podemos faltar a essa reunião. Na terça-feira, se Deus quiser, estaremos em nossa querida Quito, bela cidade, com um povo que nos enche de amor cada vez que a visitamos", disse o líder.

Fontes equatorianas indicaram que está previsto que compareçam à reunião, além de Chávez, os presidentes René Préval (Haiti), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Alan García (Peru) e Álvaro Uribe (Colômbia).

Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti no último dia 12, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. Estimativas mais recentes do governo haitiano falam em mais de 200 mil mortos e 75 mil corpos já enterrados. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros
A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, o diplomata Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, e pelo menos 18 militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto. Também foi confirmada a morte de uma brasileira com dupla nacionalidade, cuja identidade não foi divulgada.

O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

EFE
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