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Vídeo mostra execução de diretora de ONG no Iraque

16 de novembro de 2004 15h44

Margaret Hassan chegou a aparecer em vídeo divulgado por seqüestradores. Foto: AP

Margaret Hassan chegou a aparecer em vídeo divulgado por seqüestradores
Foto: AP

A refém Margaret Hassan foi assassinada por um grupo ainda não identificado que a seqüestrou há quase um mês em Bagdá, no Iraque. A afirmação foi feita pelo próprio marido de Margaret, Tahsin Hassan, que teve acesso ao vídeo, assim como a Embaixada da Grã-Bretanha e o canal árabe Al-Jazira. O ministro de Exteriores do Reino Unido afirmou que a gravação parece autêntica.

Margaret, de 59 anos idade, nascida em Dublin que vivia há 30 anos no Iraque, foi seqüestrada no dia 19 de outubro por um grupo ainda não identificado quando ia para o trabalho na capital iraquiana. Ela era diretora da ONG Care International. Se a fita for realmente verdadeira, ela seria a primeira mulher assassinada depois de ser seqüestrada por um grupo armado no país árabe.

Os seqüestradores de Margaret divulgaram dois vídeos em que ela aparecia apelando por sua vida. Eles exigiam que as tropas britânicas fossem retiradas do Iraque e que prisioneiras iraquianas fossem libertadas em troca da refém.

Os familiares da refém emitiram um comunicado no qual dizem que seus corações "estão partidos". "Nós mantivemos a esperança pelo máximo de tempo que nós conseguimos, mas agora nós aceitamos que Margaret provavelmente se foi e que seu sofrimento acabou", diz o documento. "Aqueles que são culpados desse ato atroz e os que o apoiaram não possuem desculpas", completa.

O ministro de Exteriores do Reino Unido, Jack Straw, disse que a refém "provavelmente foi assassinada". "O seqüestro e o assassinato de qualquer pessoa é indesculpável. Mas é repugnante que se cometa um crime assim contra uma pessoa que dedicou a maior parte de sua vida a trabalhar pelo bem do povo iraquiano", acrescentou.

A Care International expressou seu horror pela notícia da morte de sua funcionária, depois de lembrar que ela havia dedicado sua vida a ajudar ao povo iraquiano. A ONG se retirou do Iraque após o seu seqüestro, suspendendo as atividades iniciadas em 1991 no país.

Redação Terra