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 Avião com 90 pessoas cai na costa do Líbano após decolagem
25 de janeiro de 2010 00h15 atualizado às 08h35

Líbano: homem teria visto clarão antes de avião cair

Um avião Boeing 737 da Ethiopian Airlines com 90 pessoas caiu no mar Mediterrâneo, a 3,5 km da costa do Líbano, logo depois de decolar do aeroporto de Beirute, nas primeiras horas desta segunda-feira. O destino do avião era a capital da Etiópia, Addis Abeba. Autoridades libanesas descartaram a hipótese de terrorismo e acreditam que a queda se deve ao tempo ruim. No início da manhã desta quarta, dez corpos foram encontrados pelas equipes de resgate.

Segundo o ministro de transportes do Líbano, Ghazi Al-Aridi, equipes de resgate encontraram o local onde o avião caiu. "O avião caiu a 3,5 km a oeste da vila de Na'ameh", disse o ministro, citando uma praia que fica a cerca de 4 km ao sul do aeroporto. Al-Aridi informou que as operações de busca e resgate estão em andamento, mas ainda não há mais detalhes sobre isso.

Aridi confirmou que 83 passageiros e 7 tripulantes estavam no avião. Anteriormente, autoridades do aeroporto afirmaram que o avião transportava 85 passageiros. Segundo o ministro, 54 dos passageiros eram libaneses, 22 etíopes e dois eram britânicos. Também estavam no avião pessoas do Canadá, da Rússia, da França, do Iraque e da Síria. Segundo a rede de TV Al-Arabiya, Marla Pietton, mulher do embaixador francês no Líbano Denis Pietton, estava no avião.

A decolagem estava marcada para as 3h10 no horário local de Beirute (21h10 em Brasília) e o avião desapareceu do radar cerca de 5 minutos depois disso. Estava chovendo em Beirute quando da decolagem do avião.

Testemunhas viram uma patrulha do exército libanês em uma área próxima de Na'ameh, que fica a 10 km do centro de Beirute e a cerca de 5 km do aeroporto. As autoridades libanesas também pediram ajuda das forças da ONU e de países próximos para localizar o avião. Uma porta-voz da polícia do Chipre disse que um helicóptero cipriota se deslocou para o local do acidente para procurar sobreviventes. Dois helicópteros da ONU também estão no Chipre e podem ajudar, segundo uma militar britânica.

Moradores próximos da costa dizem ter visto uma "bola de fogo" no mar, perto de Na'ameh. Oficiais libaneses e familiares dos passageiros foram ao Aeroporto Internacional Rafik Hariri em busca de mais notícias.

A Ethiopian Airlines, companhia aérea estatal, recentemente expandiu sua rede com mais voos no continente asiático. A companhia tem voos regulares para o Líbano, para negócios e para as centenas de trabalhadores domésticos etíopes que moram no Líbano. Na última sexta-feira, a Ethiopian Airlines anunciou a compra de 10 Boeing 737, que custaram cerca de US$ 767 milhões, o equivalente a R$ 1.392 bilhões.

Com informações da Reuters e da Associated Press.

Redação Terra
  1. Equipes regatam o corpo de uma das vítimas do acidente aéreo

    Reuters
    Foto: Reuters

  2. Soldados reúnem destroços do avião da Ethiopian Airlines que caiu logo após decolar do aeroporto de Beirute

    Foto: AP

  3. Familiares dos passageiros ficam desesperados enquanto aguardam buscas na costa da cidade libanesa de Naameh

    Foto: AP

  4. Familiares se desesperam ao buscar notícias sobre o acidente aéreo em Beirute

    Foto: AP

  5. Objetos de uma criança chegam à costa da cidade de Naameh

    Reuters
    Foto: Reuters

  6. Dezenas de pessoas observam os trabalhos de busca na beira do mar

    AFP
    Foto: AFP

  7. Corpo de uma das vítimas chega ao hospital de Beirute

    Reuters
    Foto: Reuters

  8. Mulher se desespera enquanto aguarda notícias de parentes que estavam a bordo do avião

    Reuters
    Foto: Reuters

  9. Homem retira destroços do avião que se espalham na beira da praia de Naameh

    Reuters
    Foto: Reuters

  10. Soldado carrega parte da fuselagem da aeronave da Ethiopian Airlines

    Reuters
    Foto: Reuters

  11. Familiar chora ao receber notícias do acidente

    Foto: AP

  12. Navios e helicópteros participam das buscas na costa do Líbano

    Foto: AP

  13. Equipes de resgate carregam o corpo de uma das vítimas para o hospital Rafik Hariri, em Beirute

    Foto: AP

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