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 Sobe para 14 o n° de militares brasileiros mortos no Haiti
14 de janeiro de 2010 07h57 atualizado às 10h02

O ministro da Defesa, Nélson Jobim, chega à base brasileira no Haiti para avaliar a situação dos militares e fornecer ao governo brasileiro .... Foto: Agência Brasil

O ministro da Defesa, Nélson Jobim, chega à base brasileira no Haiti para avaliar a situação dos militares e fornecer ao governo brasileiro informações mais precisas sobre a tragédia
Foto: Agência Brasil

Em nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira, o Exército brasileiro confirmou que 14 militares brasileiros morreram no terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira. Outra morte confirmada é a de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança.

Além disso, quatro militares que estavam no quartel da Minustah estão desaparecidos. De acordo com o exército, há 12 feridos, que serão repatriados para o Brasil, e outros dois militares foram evacuados para a República Dominicana.

Veja o nome dos mortos divulgados pelo Exército:
5º batalhão de Infantaria Leve, com sede em Lorena (SP):
- Bruno Ribeiro Mário (1º tenente);
- Davi Ramos de Lima (2º sargento);
- Leonardo de Castro Carvalho (2º sargento);
- Rodrigo de Souza Lima (3º sargento);
- Douglas Pedrotti Neckel (cabo);
- Washington Luis de Souza Seraphin (cabo);
- Tiago Anaya Detimermani (soldado);
- Antonio José Anacleto (Soldado);
- Felipe Gonçalves Julio (soldado);
- Rodrigo Augusto da Silva (soldado).

2º batalhão de Infantaria Leve, com sede em São Vicente(SP):
- Arí Dirceu Fernandes Júnior (cabo);
- Kleber da Silva Santos (soldado)

37º batalhão de Infantaria Leve, com sede em Lins (SP):
- Raniel Batista de Camargos (subtenente)

Gabinete do Comandante do Exército, com sede em Brasília (DF):
- Emilio Carlos Torres dos Santos (coronel).

Veja o nome dos desaparecidos divulgados pelo Exército:

Gabinete do Comandante do Exército, com sede em Brasília (DF):
- João Eliseu Souza Zanin (Coronel);
- Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Tenente Coronel),
- Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (Major)

Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, com sede no Rio de Janeiro (RJ):
- Márcio Guimarães Martins (Major).

Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros
A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.

O ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país nesta terça-feira. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Redação Terra
  1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (centro), o ministro das relações exteriores, Celso Amorim (esq.), e o ministro da defesa, Nelson Jobim (dir.), se reúnem em Brasília para discutir sobre a ajuda do Brasil junto às vítimas do terremoto no Haiti

    Reuters
    Foto: Reuters

  2. Pontífice pediu sensibilidade das nações para ajudar vítimas do terremoto no Haiti

    AFP
    Foto: AFP

  3. Membros da ajuda internacional chinesa se preparam para embarcar para o Haiti, no aeroporto de Pequim

    Reuters
    Foto: Reuters

  4. Bombeiros americanos tem pressa em embarcar equipamentos que serão usados na busca por vítimas do terremoto no Haiti, em Los Angeles

    Foto: AP

  5. Bombeiros embarcam rumo ao aeroporto próximo a Brignoles, para a missão de ajuda ao Haiti que levará 60 franceses ao país caribenho

    Reuters
    Foto: Reuters

  6. Equipes de resgate saem de Taipei, capital de Taiwan, levando cães para as buscas por sobreviventes no Haiti

    AFP
    Foto: AFP

  7. Militares colocam mantimentos em avião com destino a Porto Príncipe, no Haiti

    AFP
    Foto: AFP

  8. Contigente de 64 homens das equipes de resgate britânicas estão esperando a abertura do aeroporto de Gatwick para embarcar ao Haiti

    AFP
    Foto: AFP

  9. Equipes americanas e cães de resgate embarcam para o Haiti

    AFP
    Foto: AFP

  10. Doações são enviadas dos Estados Unidos para o Haiti

    Foto: AP

  11. Canadá - 0h23 - Caixas com donativos para as vítimas do terremoto no Haiti são colocadas no navio Athabaskan, em Halifax. O navio seguirá ao Haiti no esforço de ajuda humanitária que mobiliza dezenas de países, após os terremotos

    AFP
    Foto: AFP

  12. Barack Obama afirmou que o povo haitiano terá apoio total dos americanos

    AFP
    Foto: AFP

  13. Caixas de donativos são empilhadas para envio no México

    Reuters
    Foto: Reuters

  14. Membros do serviço de busca e resgate chinês embarcam para o Haiti

    Foto: AP

  15. Donativos vindos da Islândia chegam ao aeroporto de Porto Príncipe

    AFP
    Foto: AFP

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