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 Capital do México sanciona lei que permitirá casamento gay
29 de dezembro de 2009 18h40 atualizado às 19h21

O governo da Cidade do México promulgou nesta terça-feira diversas reformas no Código Civil local que permitirão o casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais em igualdade de condições com os heterossexuais.

As mudanças entram em vigor em 45 dias úteis, ou seja, a partir de março, segundo o diário oficial do Distrito Federal mexicano.

O casamento gay fica definido no artigo 146 como "a união livre de duas pessoas para realizar a comunidade de vida, onde ambos procuram respeito, igualdade e ajuda mútua".

No último dia 21, a Assembleia Legislativa do Distrito Federal aprovou a controvertida iniciativa que, segundo esse órgão legislativo, não existia até então em outros países da América Latina.

A Igreja Católica do México atacou a nova lei por considerá-la "imoral", contrária à família e ao sacramento do matrimônio.

Já o Colégio de Advogados Católicos do México anunciou que entrará com um recurso de inconstitucionalidade contra a nova lei e convocará os habitantes da capital do país a não se casarem para boicotar as mudanças no Código Civil local.

Ontem, os argentinos José María Di Bello e Alex Freyre se casaram na província de Terra do Fogo, no extremo sul do país, no que foi o primeiro casamento gay da América Latina.

A união foi possível graças a um decreto provincial que reverteu uma complexa controvérsia judicial que os impediu de se casar em Buenos Aires no último dia 1º.

A governadora da Terra do Fogo, Fabiana Ríos, aceitou um recurso apresentado pelo casal e ordenou que o Registro Civil de Ushuaia, a capital provincial, casasse Di Bello e Freyre.

EFE
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