Milhares de católicos chineses participaram da missa de Natal nas 6 mil igrejas do país. A procura foi tanta que houve confusão na Catedral do Norte de Pequim, pois muita gente queria entrar no lugar e a polícia tentou impedir a passagem dos fiéis. Com isso, muitos foram embora. Alguns lugares tiveram de distribuir senhas.
Liu Bainan, vice-presidente da Igreja Católica Patriótica da China (sob autoridade administrativa da liderança comunista) lamentou que muitos perderam a segunda missa mais importante do ano.
Segundo o jornal oficial China Daily, analistas consideram que embora dois terços dos protestantes chineses se reúnam em particular, a comemoração do Natal retornou à sociedade com força 40 anos depois das restrições impostas na Revolução Cultural.
Enquanto o número de católicos cresce lentamente na China (6 milhões oficialmente e 12 milhões de acordo com outras fontes), os protestantes seriam 40 milhões e estariam crescendo ainda mais.
Não faltaram as preces dedicadas ao papa Bento XVI, reconhecido apenas como líder espiritual por católicos chineses e a Igreja Patriótica, oficial.
É justamente essa falta de reconhecimento da liderança administrativa do papa para nomear bispos que separa Roma de Pequim, que não deseja abandonar o privilégio de dar seu sinal verde.

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