Mulher é contida pela polícia ao tentar se manifestar
Foto: AP
Liu Xiaobo, um dos dissidentes políticos mais conhecidos da China, foi condenado nesta sexta-feira a 11 anos de prisão por "incitar atividades de agitação destinadas a derrubar o governo", informou a agência oficial Xinhua.
A União Europeia (UE), os Estados Unidos e grupos de direitos humanos denunciaram o processo e pediram a libertação de Liu, mas a China acusou todos de interferência em seus assuntos internos.
Ele foi julgado ontem por um tribunal de Pequim como co-autor de um documento em que pedia profundas reformas políticas no país, datado de 2008. O rápido andamento do processo foi criticado.
Segundo a condenação, Liu "estimulou a subversão contra o poder estatal". Diplomatas de países do Ocidente e jornalistas estrangeiros não puderam entrar na sala do julgamento.
Liu critica o regime desde os protestos democráticos dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Escritor e ex-professor universitário, ele estava preso desde 2008, quando foi detido sob a acusação de ter escrito a carta. O documento pedia mais liberdades e reformas democráticas na China, além do fim do regime comunista de partido único.

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