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 Após 5 anos de tsunami no Índico, centro investe em prevenção
24 de dezembro de 2009 11h01

 Japoneses construíram abrigo para proteger população de tsunami na ilha de Okushiri. Foto: Divulgação

Japoneses construíram abrigo para proteger população de tsunami na ilha de Okushiri
Foto: Divulgação

No dia 26 de dezembro de 2004, a falta de um sistema eficiente de alerta contra tsunamis contribuiu para que mais 230 mil pessoas morressem na costa do Oceano Índico, vítimas de ondas gigantes geradas por um terremoto de 9,1 graus na escala Richter, registrado a oeste da ilha de Sumatra. Com base em estudos sobre a tragédia de cinco anos atrás, o centro americano NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration, em português: Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) aperfeiçoou as técnicas detecção e comunicação com o objetivo de minimizar os impactos de futuros tsunamis no mundo.

"O NOAA está avançando na ciência do tsunami e em sistemas de alerta para os EUA e para outras áreas de risco em todo o planeta", disse Jane Lubchenco, administrador do NOAA. "Nossos esforços são para pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e emissão de previsões - um alerta emitido e recebido com sucesso pode dar tempo para a população se preparar e agir com responsabilidade".

Desde 2004, o NOAA recebeu mais de US$ 90 milhões para expandir a tecnologia de detecção de tsunamis; além de US$ 135 milhões para pesquisa, sistemas de observação e mitigação de prejuízos através da educação de comunidades próximas ao mar. O NOAA lidera um esforço mundial para criar um sistema integrado mundial de prevenção de tsunamis.

Como resultado direto do investimento, atualmente 72 comunidades de 29 Estados americanos costeiros e outros territórios são capacitados no programa de treinamento e prevenção de tsunamis do NOAA, contra apenas 11 de cinco Estados em 2004. O plantão do centro também foi estendido: os técnicos, que antes do grande tsunami do Índico trabalhavam apenas cinco dias por semana em horário comercial, agora monitoram os oceanos por 24 horas durante todos os dias do ano.

Os equipamentos foram sensivelmente aprimorados, desde 2004. Foram instaladas maquetes que ajudam a prever inundações ao longo da costa dos EUA e indicam os locais mais ameaçados. Se no passado o número de estações que mediam o nível do mar eram limitadas, hoje há 164 equipamentos do tipo que transmitem informações em tempo real para monitorar possíveis elevações no nível do mar.

"O NOAA tem uma capacidade grande de detectar tsunamis e emitir alertas, mas precisamos que as pessoas prestem atenção a esses avisos e se movam imediatamente para um local mais alto", afirmou Jenifer Rhoades, chefe de programação do NOAA. "Um violento ou persistente movimento do solo é um aviso da natureza. Não espere para tomar atitude. O conhecimento pode salvar inúmeras vidas como fez no recente tsunami que atingiu a Samoa Americana".

Redação Terra