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 Reaberto processo contra ditador argentino por morte de alemão
23 de dezembro de 2009 15h23 atualizado às 15h37

A procuradoria de Nuremberg, no sul da Alemanha, reabriu o processo contra o ex-ditador argentino Jorge Videla, suspenso há dois anos, após a descoberta na Argentina do cadáver do cidadão alemão Thomas Stawowiok, desaparecido durante a ditadura militar.

Fontes judiciais de Nuremberg informaram hoje sobre a reabertura do caso, depois que um juiz de Buenos Aires rejeitou em 2005 a extradição de Videla para a Alemanha e de outros ex-membros da Junta pelo desaparecimento de vários cidadãos alemães.

As diligências centraram-se no sequestro e desaparecimento de Elizabeth Kässeman e de Klaus Zieschank, enquanto o foco agora é Stawowiok, cujo cadáver mostra marcas de execução.

Segundo fontes judiciais, o corpo é uma prova, já que, até o momento, o único indício que se tinha era de seu desaparecimento, não de um crime.

O ex-general Videla, de 84 anos, presidiu o país entre 1976 e 1981, período ao qual correspondem os desaparecimentos dos três cidadãos alemães, membros da resistência.

Kässeman, socióloga e estudante de teologia, foi vista pela última vez em março de 1977, quando foi sequestrada, torturada e executada em Monte Grande, na província de Buenos Aires.

Zieschank, por sua parte, foi detido por civis armados em San Martín, na província de Buenos Aires, em março de 1976, e após ser conduzido aos centros de La Tablada e Morón, foi estrangulado e teve seu corpo supostamente lançado ao mar, segundo as investigações aberta na época pela Justiça alemã.

EFE
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