"Quando trabalhamos juntos, não há limite para a grandeza da América", disse Bush.
03 de novembro de 2004
Foto: AP
Bush foi reeleito ao conseguir 51% dos votos dos americanos e praticamente garantir 286 votos no colégio eleitoral, a instituição americana que realmente indica o presidente do país.
Em seu primeiro discurso após as eleições, diante de partidários e membros de sua equipe de campanha no Salão Ronald Reagan, em Washington, Bush falou a simpatizantes republicanos e democratas, pedindo-lhes sua ajuda para fortalecer a nação nos próximos quatro anos. "Precisarei de seu apoio e farei todo o necessário para conquistá-lo. Farei tudo o que puder para merecer sua confiança", frisou Bush.
No discurso, o republicano parabenizou a campanha do adversário, mas reconheceu que, apesar da vitória, seu primeiro mandato na Casa Branca provocou uma grande polarização política do país em torno de sua pessoa. "Temos um país, uma Constituição e um futuro que nos une. E quando nos unimos e trabalhamos juntos, não há limite para a grandeza da América", afirmou.
Bush declarou ainda que vai lutar para promover a democracia no Iraque e no Afeganistão e afirmou para uma platéia que gritava "mais quatro anos": "Com bons aliados, vamos lutar essa guerra contra o terror para que nossos filhos possam viver em liberdade e em paz".
Em um pronunciamento menos ovacionado, mas mais emocionado, o candidato democrata à Casa Branca, John Kerry, pediu uma hora antes união e fé aos norte-americanos ao admitir sua derrota para o presidente George W. Bush. De Boston, onde mora com sua família, o democrata procurou fazer um discurso otimista, prometendo "nunca deixar de lutar" pelo povo norte-americano e dizendo que "não há perdedores nas eleições presidenciais, porque no dia seguinte todos acordamos como americanos".
Mercados reagem de forma positiva
O mercados da Europa e da Ásia reagiram positivamente à vitória eleitoral de George W. Bush. No Brasil, o dólar comercial fechou a sessão de quarta-feira em queda, cotado a R$ 2,827 na compra e R$ 2,829 na venda, com declínio de 0,87% sobre o último fechamento.
Ohio salvou-se de virar uma Flórida
O Estado de Ohio, que estava a caminho de se tornar uma nova Flórida devido ao controverso processo de apuração de votos que aconteceu na Flórida em 2000, salvou-se de adiar o resultado das eleições presidenciais por 11 dias até o término da apuração dos votos provisórios no Estado.
Antes do amanhecer de hoje, em Columbus, capital do Estado, os ingredientes do drama estavam prontos: a diferença entre Bush e seu rival democrata Kerry era de 136 mil votos, faltava contar milhares de votos provisórios - emitidos por pessoas cujos nomes não se encontram nas listas eleitorais e cuja validade é determinada após as eleições. Também havia os votos por correio, enviados até o dia dois de novembro e que devem chegar aos distritos eleitorais nos próximos dez dias. Além disso, uma legião de advogados de cada lado estava preparada para brigar por cada cédula.
Mas a ameaça de uma apuração polêmica foi afastada quando Kerry telefonou para Bush ainda na manhã e reconheceu a derrota. "Não teremos os votos suficientes para ganhar", disse Kerry, afirmando que o resultado das eleições "deve ser decidido pelos eleitores e não por uma longa batalha judicial".
Líderes felicitam vitória de Bush
Líderes mundiais e chefes de Estado reagiram à reeleição do presidente norte-americano George W. Bush. Entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enviou ao presidente reeleito uma mensagem de felicitações, na qual expressou sua confiança de avançar em uma "ordem mundial mais justa e democrática".
O primeiro-ministro britânico Tony Blair felicitou Bush e disse que é uma boa oportunidade para reconstruir as relações transatlânticas. Em uma breve declaração enviada de sua residência de Downing Street, Blair informou que tinha falado por telefone com o presidente americano para parabenizá-lo por sua vitória eleitoral.
O presidente francês Jacques Chirac também felicitou o presidente George W. Bush por sua reeleição e disse esperar que seu segundo mandato seja "a ocasião de fortalecer a amizade" entre os dois países e a cooperação entre os dois continentes.



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