As expulsões parecem ser parte da crescente tensão diplomática entre Colômbia e Venezuela, que já afetou fortemente um comércio bilateral de 7 bilhões de dólares por ano.
O governo venezuelano não se manifestou sobre o caso. Autoridades colombianas dizem que 370 garimpeiros colombianos e 45 brasileiros foram expulsos, e que isso configura uma violação dos direitos humanos.
"A informação que nos deram é de que foi uma pressão dos venezuelanos que os obrigou a voltar. Eles estão assustados, e foi o medo que os fez voltar", disse Diego Molano, diretor de um programa de assistência social da presidência, em nota.
As autoridades disseram que os garimpeiros chegaram à localidade de Puerto Inírida, onde alguns estão sendo abrigados numa escola e num salão local.
"Trata-se de uma clara violação dos direitos humanos", disse o ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva, que viajou à região fronteiriça aonde os garimpeiros chegaram.
Os governos dos dois países mantêm atritos há anos, e a situação se agravou em 2009 por causa do acordo militar entre Colômbia e EUA, que a Venezuela viu como uma ameaça à sua soberania. Bogotá afirma que a presença militar norte-americana se destinará apenas a combater traficantes e guerrilheiros locais.
Neste mês, tropas venezuelanas explodiram duas pontes para pedestres na fronteira, alegando que elas eram usadas por contrabandistas e traficantes. A Colômbia disse que a ação foi uma agressão, e levou o caso à ONU.
Os dois países têm uma porosa fronteira de 2.200 quilômetros, onde há intensa movimentação de traficantes, contrabandistas e guerrilheiros, além de grande incidência de homicídios e sequestros.

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