Mais de 250 mil uruguaios, quase 10% da população, devem viajar neste final de semana a partir de Montevidéu para diversos pontos no interior do país em direção aos seus domicílios eleitorais. Também espera-se que cerca de 25 mil uruguaios residentes na Argentina venham ao Uruguai neste final de semana, 30% a mais dos que vieram no primeiro turno, em 25 de outubro.
Um esquema especial foi montado no terminal de ônibus de Tres Cruces, da capital uruguaia, para atender os milhares de viajantes, para que o mau tempo e as graves inundações que atingem o interior do país não sejam obstáculos para os eleitores chegaram aos locais de votação. Pelas estimativas, mais de 6 mil ônibus devem sair e chegar até o domingo à tarde a Montevidéu.
Segundo o jornal Últimas Notícias, 18 mil uruguaios cruzaram ou devem cruzar antes de domingo o Rio da Prata, que marca a fronteira uruguaia com a Argentina, enquanto outros milhares devem chegar de ônibus ou em veículos particulares a partir do país vizinho.
Na Argentina vivem mais de 300 mil uruguaios, dos quais 40 mil estão aptos a votar na eleição de domingo. O governo argentino concedeu dois dias de folgas aos uruguaios que trabalham na administração pública do país para que possam viajar para votar. O integrante da Comissão de Relações com o Exterior do governista Frente Ampla Jorge Machado, informou durante a semana que a estimativa é que 30 mil uruguaios virão do exterior para votar na eleição para presidente.
Como no Uruguai não existe o voto à distância, os eleitores que quiserem participar das eleições e estão radicados no exterior devem viajar ao país. Por isso, as autoridades políticas uruguaias realizam a cada eleição acordos com as companhias de transporte para que coloquem à disposição bilhetes mais econômicos para os quiserem viajar.
Simultâneo ao primeiro turno das eleições foi realizado um plebiscito para habilitar o voto à distância a partir das eleições de 2014, mas a proposta não conseguiu alcançar 50% dos votos para ser aprovada. Tanto o candidato do governista Frente Ampla, José Mujica, como seu rival do Partido Nacional, Luis Alberto Lacalle, fizeram intensas campanhas para captar os votos dos uruguaios que moram na Argentina, com atos e comícios em Buenos Aires.

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