Notícias » Mundo » Mundo

 Texto da AIEA é tentativa de pressão, diz porta-voz do Irã
27 de novembro de 2009 16h46 atualizado às 17h06

A nova resolução condenatória da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é apenas "uma tentativa inútil de aumentar a pressão sobre o Irã", afirmou nesta sexta-feira o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast.

"A resolução do Conselho de Governadores (da AIEA), aprovada contra o programa pacífico de nosso país apesar da oposição dos países do Movimento dos Não-Alinhados, é apenas um gesto teatral", argumentou Mehmanparast.

"Sua meta é aumentar a pressão sobre a República Islâmica, mas esse é um objetivo inútil", acrescentou o porta-voz, citado pela agência oficial de notícias local "Irna".

Nesta sexta-feira, o Conselho de Governadores de AIEA condenou o Irã por seu polêmico programa nuclear e criticou sua falta de cooperação na investigação de suas atividades atômicas.

Impulsionada por Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha, a resolução contou com o voto favorável de 25 países, enquantro três votaram contra - Venezuela, Cuba e Malásia - e seis se abstiveram - Brasil, Turquia, Paquistão, Afeganistão, África do Sul e Egito.

Em resposta, o regime dos aiatolás anunciou que reduzirá seu nível de cooperação com AIEA e deu a entender que buscará o urânio enriquecido que diz necessitar por outras vias.

Sobre isso, Mehmanparast declarou que o Irã continuará como membro da agência.

"Se os direitos fundamentais do Irã, como signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, não forem respeitados no marco da AIEA, não veremos razão alguma para aplicar os acordos adicionais", alertou.

O porta-voz insistiu que as inspeções não "demonstraram que o programa nuclear iraniano tenha se desviado rumo a objetivos bélicos".

"A resolução oferece aos Estados independentes e aos países não-alinhados uma oportunidade para demonstrar quão sensíveis são ao fato de garantir seu direito à segurança", advertiu.

Uma vez aprovada a resolução na AIEA, o documento pode ser levado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que poderia impor novas sanções ao Irã.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.