A Organização dos Povos do Sudoeste da África (Swapo) é a favorita nas eleições que ocorrem hoje e amanhã na Namíbia, embora a oposição apresente novas opções a uma administração acusada reiteradamente de corrupção.
Para enfrentar o presidente, Hifekepunye Pohamba, candidato da Swapo à reeleição, está o ex-ministro de Assuntos Exteriores Hidipo Hamutenya, do Congresso para a Democracia e o Progresso (RDP), que deixou o partido do Governo em 2007 e que pode tirar votos desta legenda.
Pohamba, que previsivelmente renovará o mandato com facilidade apesar da nova oposição, foi o primeiro a votar, minutos depois das 7h no horário local, no colégio instalado no Orfanato Eros, de Windhoek, informou a agência local "NAMPA".
Segundo a mesma agência, Hamutenya votou às 8h30 no colégio da sede da Companhia de Telecomunicações Móveis, também em Windhoek, onde criticou a Comissão Eleitoral da Namíbia (ECN) pela organização do pleito, sobretudo no norte do país.
Pelos registros da agência, ocorreram atrasos na abertura de colégios eleitorais por causa de "motivos técnicos" em boa parte do país, o que motivou protestos de eleitores.
Após o início das eleições, a Sociedade Nacional de Direitos Humanos (NSHR) atuou como observadora no pleito, apesar à proibição da ECN.
As urnas abriram às 07h no horário local (3h em Brasília) de hoje na Namíbia.
Irão as urnas quase 1,1 milhão de eleitores, cerca da metade dos 2,2 milhões de habitantes da Namíbia.



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